Ministro reage a cientistas dos EUA, cita OMS e garante Olimpíada

Sonia Racy

05 de fevereiro de 2016 | 01h00

Em nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira, 4, o ministro George Hilton, do Esporte, empenhou-se em desqualificar as notícias de que os Jogos Olímpicos do Rio possam ser cancelados por causa dos problemas decorrentes da proliferação do Zika virus. “Essa possibilidade não está em discussão”, afirma o texto. Segundo Hilton, o governo “está integralmente empenhado em garantir que os Jogos  transcorram com segurança e tranquilidade”.

A nota não especifica de onde partiram as críticas, mas é divulgada dois dias depois de a revista americana Forbes publicar artigo de dois cientistas, Arthur Caplan e Lee Igel , em que estes consideram “um ato de irresponsabilidade” a realização dos Jogos nas atuais circunstâncias — em que os casos de dengue, zika e chikungunya vêm aumentando.

Sob o título “A proliferação do Zika significa que está na hora de cancelar os Jogos do Rio”, Caplan e Igel perguntam, em seu artigo: “Quem vai ao Rio no meio dessa epidemia de zika vírus?”. Eles mesmos respondem: “Não as mulheres jovens, que podem engravidar e correr o risco de ter um bebê com deficiência. Não um homem com uma vida sexual ativa, que pode correr o risco de transmitir a doença para sua parceira”.

A nota do ministro Hilton lembra que a Organização Mundial da Saúde “não fez, em nenhum momento, qualquer recomendação para que se evitem viagens por causa do Zika”. E que o período de realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, durante o inverno brasileiro, “é, historicamente, de baixa incidência de chuvas e de mosquitos”.

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