‘Minha felicidade depende da dos outros’, diz Alok

‘Minha felicidade depende da dos outros’, diz Alok

Sonia Racy

05 de janeiro de 2019 | 00h50

ALOK. FOTO: NATHALIA CHAMON

ALOK. FOTO: NATHALIA CHAMON

Expoente da música eletrônica no mundo, o brasileiro Alok Achkar Peres Petrillo, o Alok, diz que chega a 2019 tendo descoberto a importância da ajuda humanitária. “Tudo só faz sentido a partir do momento em que eu contribuo com outras pessoas”, explica à coluna. No novo ano, o DJ vai ser o garoto-propaganda da Fisk em e remixou a música Take Your Chance, para a campanha, da agência Elo3 LiveAd.

Em quantas baladas vai para trabalhar e para curtir nessa época de festas? Como conciliar balada com trabalho?
Eu trabalho muito em festas então eu acabo curtindo e trabalhando ao mesmo tempo. Além disso, poder proporcionar felicidade às pessoas também é uma curtição.

O hit Favela, sua parceria com a cantora Ina Wroldsen, fala de uma menina. Como foi ajudar com algo que aborda uma realidade diferente da sua?
Foi muito legal fazer parte dessa produção. A letra é da Ina. Ela tinha visto um documentário sobre as mulheres que criam seus filhos na favela em situações precárias, sem o apoio do marido nem do Estado. Foi interessante passar isso numa música tão bonita – a força da mulher, a identidade das comunidades e com um olhar distinto do que as pessoas passam. Decidimos passar algo com mais força, poesia e positividade.

Você associou sua descoberta da existência de Deus à ajuda humanitária.
Na verdade, nada mais é do que a forma como eu vejo de tudo fazer sentido na minha vida. Acredito que tudo só faz sentido a partir do momento em que eu contribuo com outras pessoas. Não faz sentido usufruir de tudo que está acontecendo na minha vida sozinho. Minha felicidade depende da felicidade dos outros.

Você se posicionou contra uso de religião para promover posições preconceituosas contra homossexuais. Acha que o Brasil está regredindo nisso?
A pergunta na época foi sobre o Estado intervir. Nem o Estado nem a religião devem promover qualquer tipo de preconceito. Muito pelo contrário, devem acolher, pois qualquer que seja a forma de expressão de amor, ela é legítima. O discurso religioso perde sua eficácia quando insinua para as pessoas que não há lugar pra elas no mundo.

Você disse que quer ser pai de menina, mas se preocupa com o fato de o País ser machista. Como acha que é possível melhorar isso?
Com certeza eu vou mostrar outros olhares pra minha filha, vou dar espaço pra que ela seja independente e guiá-la para que comportamentos machistas não a desviem do que ela realmente quiser pra sua vida.

Como foi criar Pray com o cantor Conor Maynard e como está seu trabalho no mercado estrangeiro?
Pray foi um trabalho sensacional, o Conor é muito profissional e muito competente. Sobre meu trabalho internacional, está crescendo cada vez mais e é uma honra poder atuar representando o Brasil lá fora. Vamos lançar internacionalmente a Pray no próximo dia 18./ PAULA REVERBEL

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