Maioria na Câmara facilita início da gestão Doria

Sonia Racy

02 Janeiro 2017 | 01h04

Nas contas feitas por tucanos, ao final da sessão da Câmara paulistana que deu posse a João Doria, ontem, confirmou-se o que o prefeito mais queria: sua base de apoio na Casa deve ficar acima dos 40 vereadores – de um total de 55.

Ou seja: não se esperam grandes comoções, pelo menos de início, na sua relação com o Legislativo.

O tamanho dessa vantagem só pode ser testado, no entanto, quando ele levar adiante iniciativas polêmicas como a privatização de Interlagos.

Quem ouviu

Sem a presença de Aécio, Serra, FHC ou José Aníbal, restou no Municipal uma plateia estritamente paulistana para ouvir Dória repetir, ontem, em discurso, sua já conhecida proposta de “Alckmin 2018”.

Um único integrante do diretório nacional da sigla estava presente – o deputado federal Silvio Torres.

Sem Bob Dylan, mas
com renda mínima

Com Suplicy na presidência da sessão da Câmara, não faltou gente perguntando, na plateia, se ele se arriscaria a cantar Blowin’ in the Wind.

A maioria achou que não… mas o troco veio logo. Já na abertura dos trabalhos, instantes depois, ele avisou que o último ato de Haddad, na véspera, foi assinar… a Lei da Renda Básica de Cidadania.

A sua “eterna” renda mínima.

Ampla e irrestrita

Não cuidará só de arrumação de ruas a operação que Doria e equipe fazem hoje na praça 14 Bis – iniciada ontem várias horas antes da posse, como informou o blog da coluna.

Ela também levará aos moradores de rua ali instalados comida, serviços de cabeleireiro, recreação e dentista.

A informação é do adjunto da área social de Doria, Filipe Sabará, que coordenou a adesão de 20 ONGs ao programa.