Michael Schmid, gerente-geral do Four Seasons São Paulo, entrega detalhes do primeiro hotel da rede no Brasil

Michael Schmid, gerente-geral do Four Seasons São Paulo, entrega detalhes do primeiro hotel da rede no Brasil

Sonia Racy

20 de julho de 2018 | 00h40

Foto: Arquivo pessoal

O Four Seasons inaugura, em outubro, seu primeiro hotel em solo brasileiro – o Four Seasons Hotel São Paulo at Nações Unidas. A rede – uma das mais luxuosas do mundo – demorou 15 anos para encontrar o parceiro ideal para o projeto. “No início a ideia era construir um resort no nordeste”, disse à coluna Michael Schmid, gerente-geral do hotel. Com o apoio da Iron House, braço imobiliário do grupo pernambucano Cornélio Brennand, o projeto saiu do papel, em São Paulo. Por telefone, Michael adiantou curiosidades do empreendimento para a coluna. Confira a seguir.

Por que decidiram abrir um hotel em São Paulo?
O Four Seasons está há 15 anos tentando entrar no mercado brasileiro. Para nós é o mercado mais importante da América Latina.

Qual foi o motivo da demora?
Nós trabalhamos com parceiros e demorou para encontrarmos um que compartilhasse os mesmos valores que os nossos. Outra dificuldade foi a localização. Anos atrás tínhamos um projeto para construir um resort no nordeste, mas a cadeia não achava que era o local ideal para debutar no mercado brasileiro. Sabíamos que as cidades certas eram São Paulo ou Rio e depois poderíamos expandir para o resto do País. Enfim, encontramos o Grupo Cornélio Brennand, de Recife, que entrou como parceiro para tocar adiante o projeto.

O plano inclui 84 apartamentos residenciais, os primeiros da América Latina. Quem optar por residir nesses apartamentos terá quais benefícios?
O Arthur Casas assinou o projeto dos 14 andares residenciais do hotel. Quem morar terá acesso a todos os serviços do hotel. Teremos um andar que funcionará como spa, academia, piscina, além de restaurantes e serviços de quarto. Também teremos um concièrge disponível apenas para as residências.

Muitos brasileiros são clientes dos hotéis da rede pelo mundo. O quanto esse público é relevante para o negócio?
Entre os nossos clientes que estão na lista dos “top 10”, os brasileiros eram os únicos que ainda não tinham um hotel da rede em seu país. Sabemos que os brasileiros viajam muito e, em certos hotéis da rede, eles configuram clientes muito importantes.

Em quais países o grupo recebe mais brasileiros?
Orlando, Paris, NY, em nossos resorts nas Maldivas. Em nosso hotel de São Paulo estamos investindo muito nos restaurantes e bares. Sabemos que o público brasileiro vai nos procurar para essa parte gastronômica.

Os paulistanos são interessados em gastronomia. Quem será o chef do restaurante?
É impressionante, achamos todo tipo de comida em São Paulo. O chef italiano, Paolo Lavezzini, comandará um restaurante italiano que terá uma bossa brasileira. Teremos também um bar no lobby que funcionará como um botequim mais sofisticado. Queremos que os paulistanos venham depois do trabalho para um tomar um drink de happy hour.

Pode abrir os números de investimento?
Infelizmente, não podemos falar de números.

O Four Seasons Rio é um sonho distante?
Não está assinado formalmente, mas estamos em conversa com possíveis parceiros para construir um hotel carioca logo, logo. /SOFIA PATSCH

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