Meta metade

Sonia Racy

06 Julho 2016 | 01h44

A discussão ontem por Brasília girava em torno da definição da meta fiscal para 2017, que deve ser oficializada amanhã.

Há quem defenda, no governo Temer, o repeteco do rombo deste ano, de R$170,5 bilhões. Também há aqueles que querem, no máximo, R$ 150 bilhões. Se for mesmo Henrique Meirelles a escolher, a solução deve ficar mais perto dos R$ 160 bilhões.

Meta 2

A existência hoje de um teto para os gastos não ajuda? “O déficit tem que ser menor que o previsto, já que as contas estão sendo calculadas pela PEC dos custos, com base na inflação passada”, observa Marcos Lisboa. Quando deveriam, na sua opinião, acompanhar a expectativa de inflação futura.

Meta 3

A meta, segundo o economista do Insper, é crucial, porém está atrelada a uma incógnita: saber para que lado o PMDB vai depois do impeachment.

Afinal, o partido que agora opta pela agenda de sacrifícios é o mesmo que se submeteu às demandas de interesses partidários.