Mercado forte

Sonia Racy

04 Janeiro 2014 | 01h00

Famoso também pela participação em diversas etapas do Ironman pelo mundo afora, sir Rocco Forte, presidente da cadeia de hotéis superluxo que leva seu nome, esteve no Brasil no final do ano passado. Veio conversar com agentes de viagem e agradecer pelo aumento no número de brasileiros que procuraram as suítes da rede em 2013. Filho de lorde Charles Forte, que fundou o Forte Group em 1934, ele conversou com a coluna pouco antes de voltar a Londres.

O que achou do Brasil?
Conheci o Rio e SP, cidades muito vibrantes. Devo passar a visitar o País com mais frequência a partir de agora.

Sua empresa ainda não tem planos de hotéis próprios no Brasil. Que fatores poderiam mudar essa posição?
Nos últimos anos, venho me concentrando muito no desenvolvimento da rede na Europa, mas, agora, começo a procurar novos points. Posso dizer que, com o parceiro local adequado e a oportunidade certa… eu adoraria ter Rio e SP no meu menu de opções.

A proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada do Rio foi importante para que o senhor viesse ao País agora?
Também. Cerca de 5% de nossas suítes na Europa são procuradas por brasileiros atualmente. É um relacionamento que temos cultivado há bastante tempo. E percebi que era chegado o momento de vir pessoalmente ao Brasil para agradecer o trabalho desenvolvido pelos agentes de viagem.

Outros quatro hotéis Rocco Forte devem abrir as portas até 2016. Onde serão?
Oriente Médio e norte da África. São contratos em que minha companhia não entra com dinheiro, mas, sim, com a expertise de gerenciamento. Entretanto, como a situação política está difícil em vários países dessas regiões, somente um dos hotéis deverá estar operando até 2016: o de Jeddah, na Arábia Saudita.

Independentemente de crise, o mercado de luxo parece sempre muito bem de saúde. A que o senhor atribui isso?
Houve uma crise bastante séria em 2008, da qual os grandes grupos de alto luxo se recuperaram rapidamente. Trata-se de um mercado verdadeiramente internacional e há pessoas muito ricas em todos os lugares do planeta.

O que é mais difícil, administrar uma rede hoteleira de luxo ou participar do Ironman?
(risos) Administrar uma rede como a Rocco Forte é mais difícil, com certeza, porque é preciso estar sempre muito atento a todos os detalhes. Para participar do Ironman são necessários determinação e alto nível de treinamento. Mas nem todos os que completam o Ironman conseguem criar uma empresa como a minha.

O que a Gran Croce italiana e o título de Cavaleiro Inglês mudaram em sua vida como empresário?
Acredito que seja o tipo de reconhecimento que todo mundo gostaria de ter. E, às vezes também ajuda a abrir algumas portas.
/DANIEL JAPIASSU