Menino do Rio

Sonia Racy

02 Julho 2010 | 06h10

No fim da noite de segunda, Índio da Costa estava exausto. Surpreendido com o telefonema de Rodrigo Maia no meio do dia convidando-o para ser vice de Serra, o carioca fez só uma coisa antes de aceitar. “Liguei para minha namorada, Andrea”, contou ele, pai de uma menina de seis anos, que vive com a mãe espanhola, sua ex-mulher, em Madri. Ainda tonto com a nova posição, admite estar consciente da mudança de vida e de cidade, caso o tucano se eleja .

O demista conhece Serra só de convenções e breves encontros. Mas diz admirar seu trabalho. É que na política, se considera um executivo, “um fazedor”.

Nascido na zona sul do Rio, advogado de formação, Índio justifica sua opção pela profissão: “Quero ajudar a mudar a forma de se fazer política no Brasil”. Pretende levar para a Presidência da República, por exemplo, o Ficha Limpa.

Muito ligado ao primo-irmão Luiz Octávio Índio da Costa, do Banco Cruzeiro do Sul, cita como exemplo de vida, seu avô Luiz Simões Lopes, fundador da FGV e seu pai, Luiz Eduardo Índio da Costa, conhecido arquiteto com forte atuação em projetos públicos. “Cada um, à sua maneira, contribuiu para sociedade. Agora é minha vez.”

Aos 39 anos, Índio da Costa estava se preparando para disputar a reeleição como deputado, olho na Prefeitura do Rio. “Vou ter que me reorganizar. Faço isso em dez dias”.