Se Weintraub sair, nome de Mendonça Filho ganha força

Se Weintraub sair, nome de Mendonça Filho ganha força

Sonia Racy

14 de dezembro de 2019 | 00h39

ABRAHAM WEINTRAUB EM PALESTRA. FOTO: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

….

O nome de Mendonça Filho, do DEM, ex-ministro da Educação de Temer, está posto na mesa de Bolsonaro para o lugar de Abraham Weintraub, que saiu de férias anteontem. É a segunda vez que isso acontece – ele ficou no “quase” em abril, com a saída do então ministro Ricardo Vélez. Desta vez, ao que apurou a coluna, nomes influentes entraram em seu favor.

Procurado, o ex-ministro, hoje consultor na Fundação Lemann, desconversou e disse que não iria comentar.

MEC na mira 

A seu favor, o trabalho de Mendonça Filho à frente do ministério na gestão Temer, mais o fato de ele ser do Nordeste e de ter apoiado Bolsonaro no segundo turno – o que surpreendeu até aliados. E contra? Olavistas e uma ala do DEM que inclui Rodrigo Maia. O partido ensaia uma aliança com o PSL… de Bivar.

Para a cadeira de Weintraub, que não seria demitido, mas realocado, entram no jogo mais três currículos. Os do pró-reitor da FGV, Antonio Freitas, do economista Ricardo Braga, que já é secretário no MEC, e do atual diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos.

Oposições jogam juntas
pensando em 2020

Fernando Haddad, Márcio França, Guilherme Boulos, Orlando Silva e Andrea Matarazzo participam hoje de mesa-redonda no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. Discutirãouma agenda mínima para as eleições municipais do ano que vem.

Do encontro sairá um aplicativo, o São Paulo Sua, pelo qual eleitores poderão contribuir com propostas. O grupo inclui ainda Lúcio Maluf, do PDT, José Luiz Penna, do PV, e Carlos Fernandes, do Cidadania.

Para esquentar,
cachaça

O Instituto Brasileiro da Cachaça comemora. Na recente reunião entre países do Mercosul, no Rio Grande d0 Sul, foi assinado um “acordo de proteção mútua de indicações geográficas” para defender a bebida e dificultar abusos e falsificações. A cachaça já é protegida nos mercados do Chile, da Colômbia, do México e dos EUA.

Um dos impactos da medida, segundo Carlos Lima, do Ibrac, é dar segurança para um setor que responde por mais de 600 mil empregos diretos e indiretos no País.

Arte em palácio

O Bandeirantes abre nesta segunda a exposição Personagens de Contato, exibindo obras das coleções de arte moderna e contemporânea dos palácios e de jovens do Instituto Jô Clemente, do Olga Kos, do complexo do Juquery e de particulares.

A curadoria é de Ana Cristina Carvalho. Entre os autores, Claudio Tozzi, Flávio de Carvalho, Gustavo Rosa, Ivald Granato e Marcello Grassman.

Carnaval vermelho

O bloco Ursal, que faz referência à União das Repúblicas Socialistas da América Latina – termo popularizado pelo Cabo Daciolo nas eleições no ano passado –, está fazendo um crowdfunding para seu segundo desfile de carnaval. O grupo precisa de R$ 10 mil para botar seu bloco na rua. Além disso, pretende fundar um centro cultural, que ficará aberto durante o ano.

Tela social

A Kinoforum vai exibir na quinta-feira, no Cine Olido, três curtas da Oficina em parceria com a SPCINE e  uma seleção das Oficinas com Moradores de Rua que criaram canais nas redes sociais.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: