Mendonça de Barros não vê com bons olhos esse vaivém do setor agrícola

Mendonça de Barros não vê com bons olhos esse vaivém do setor agrícola

Sonia Racy

27 Junho 2018 | 01h00

JOSÉ ROBERTO MENDONÇA DE BARROS

JOSÉ ROBERTO MENDONÇA DE BARROS. FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Profundo conhecedor do setor agrícola, José Roberto Mendonça de Barros não vê com bons olhos esse vaivém do setor. A renegociação de dívidas, com descontos de até 95% no saldo devedor, acaba de ser barrada pelo governo por falta de recursos.

“Sou contra refinanciamento de dívidas, coisa que estimula o devedor a não pagar e esperar o próximo Refis”, ponderou ontem o economista à coluna. Ele concorda que existe quem não possa pagar e os malandros de plantão. Mas avisa que não há como separar um do outro.

Portanto, é fato que barrar benefício de R$ 15,5 bilhões a ruralistas, conforme publicou ontem o Estado, não resulta em ganho de igual valor para o Tesouro – que tem de receber pagamento das dívidas dos agricultores, devidas principalmente ao BB e à Caixa.

Quem não está pagando hoje não pagará amanhã só porque a cobrança da dívida voltou.

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