Meia volta e ir em frente 

Sonia Racy

09 Julho 2016 | 06h50

Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular acaba de vender sua parte na empresa para os sócios. “Não acredito mais em pesquisa que considera somente o salário para definir a qual classe a pessoa pertence, não faz mais sentido”, explica Meirelles.

Como assim? “Temos hoje, na classe A, desde um dono de bar até um diretor de marketing. Já a classe C comporta um operário da construção civil e um professor. Certamente eles não têm o mesmo hábito de consumo”, pondera o agora ex-diretor do instituto voltado para as classes C, D e E.

Meirelles está montando, com um novo sócio, Carlos Alberto Júlio, ex-HSM Tecnisa, a Locomotiva Instituto de Pesquisa, mudando métodos de trabalho e análise. “Estamos mais interessados no filme do que na foto do momento”, explica, acrescentando que seu time vai inovar: “Usaremos ferramentas de rastreamento de mídias sociais para analisar comportamento e opinião”.