Medicamento para malária não é melhor do que cuidados regulares com coronavírus, conclui estudo chinês na Bloomberg

Sonia Racy

25 de março de 2020 | 13h42

“Malaria Drug Chloroquine”, medicamento para a malária que o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou como tratamento para o coronavírus, não foi mais eficaz que o tratamento convencional. A conclusão é de estudo publicado pelo Journal of Zhejiang University, na China, e divulgado nesta quarta-feira (25) pela Bloomberg.

Segundo esse relatório, os pacientes que receberam hidroxicloroquina não tiveram o vírus combatido com mais eficácia comparado àqueles que não receberam o medicamento.

A Bloomberg relata, porém, que o estudo envolveu apenas 30 pacientes. Dos 15 pacientes que receberam o medicamento contra a malária, 13 apresentaram resultado negativo para o coronavírus após uma semana de tratamento. Dos 15 pacientes que não receberam hidroxicloroquina, 14 apresentaram resultado negativo para o vírus.

A hidroxicloroquina, particularmente quando administrada com o antibiótico azitromicina, recebeu ampla atenção após um pequeno e controverso estudo de cerca de 40 pacientes hospitalizados com Covid-19 na França. Mas estudiosos apontam que os relatórios estão longe de serem definitivos.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.