Médica dos famosos, Ludhmila Hajjar encara a avalanche da ‘covid do coração’

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A cardiologista Ludhmila Hajjar. Foto: Tabacta Benedito /Estadão

A médica Ludhmila Hajjar está na linha de frente do combate à avalanche de casos de doenças surgidos no coração em decorrência da covid-19. “Os casos cardiovasculares aumentaram 100% no Brasil. Estou vivendo isso no dia a dia. Meu consultório está lotado”, iniciou a conversa, por videoconferência, com a repórter Paula Bonelli.

Recuperando o fôlego, após atender um paciente que estava enfartando, a professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, de 44 anos, falou sobre sua atividade que abrange diversas especialidades, inclusive sobre o papel de médica de famosos e autoridades.

Seu consultório fica ao lado do Hospital Vila Nova Star, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, onde recentemente atendeu o senador Davi Alcolumbre durante sua internação. Em março de 2021, ela recusou o convite de Jair Bolsonaro para ser ministra da Saúde, no lugar de Eduardo Pazuello.

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Para Ludhmila, a mulher médica está preparada para encarar a dura rotina das UTIs, mais do que os homens. “A mulher hoje é um ser destemido,” disse. Apesar de ter personalidade forte, ela não ficou à vontade em fazer cliques segurando o café, como proposto para ilustrar este papo, “sou tímida”, confessou.

O médico deve ter pretensões políticas?

Acho que depende, tem cidadãos que têm talento para política, predisposição. Não é o meu caso. A saúde é tão importante e a gente tem sofrido tanto nas políticas públicas de saúde.

Por que aceitou ir conversar com Jair Bolsonaro sobre ministério?

Fui mais pensando na pandemia e em todas as coisas ruins que estavam acontecendo com o Brasil. Hoje pensando friamente acho que posso ajudar muito mais sendo médica.

Por que recusou o convite?

A gente não se entendeu. Fiquei surpresa de ter ido lá porque já conhecia a linha. Mas, pelo meu sentimento mesmo de tentar ajudar as pessoas, acreditei que pudesse ser diferente. As conversas mostraram que temos linhas diferentes.

Cinco dias de isolamento para quem testar positivo para a Covid são suficientes na sua visão?

Não, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos acabou liberando essas recomendações e depois o Ministério da Saúde referendou porque a Ômicron veio como uma nova onda grande. Para não destruir a força econômica da sociedade, que está tentando se reerguer. E aí ficou sete dias de isolamento. Com cinco dias faz o teste de antígeno. Só sair de casa se der negativo. A gente sabe, porém, que na maioria das vezes o paciente ainda elimina vírus em média por dez dias.

O que os candidatos à presidência deveriam propor para a saúde?

É preciso revisar e propor um plano de financiamento para o SUS à luz da saúde atual. Faltam medicamentos, diagnósticos, celeridade. É possível melhorar muito o SUS com parceria público-privada, em um ambiente sem corrupção.

Quais são os problemas da saúde privada no Brasil?

Ela também precisa ser revisada. Hoje existe uma heterogeneidade muito grande do tipo de serviço, muitas operadoras, planos, hospitais excelentes, outros muito ruins, tratamentos muito diferentes. Por exemplo, você prescreve um tratamento com evidência científica que muda a vida da pessoa e o plano não aprova, nem procedimentos mais complexos e caros.

E o programa que você vai liderar na Qualicorp?

É um atendimento focado em prevenção da saúde. A lógica dos brasileiros é ir procurar tratamento, quando é feito um diagnóstico. A nossa medicina é muito terapêutica e pouco preventiva, a ideia é fazer uma medicina focada em promoção da saúde.

Como foi se tornando médica de famosos?

Acho que é uma coisa natural. A propaganda da gente quem faz são os nossos próprios pacientes. Nunca falei de paciente meu em reportagem. Um indica para o outro, aí você começa a entrar nesse mundo que tem os artistas, os políticos, o pessoal do Judiciário.

Ainda dá plantões?

Sim, dou plantões direto. Viro noite, trabalho nas madrugadas, mas não dou plantões específicos com horários fixos. Por isso que tenho essas olheiras.

A mulher médica encara melhor uma UTI que o homem?

Acho que mulher encara melhor qualquer desafio, não é só UTI. A mulher hoje é um ser destemido, já ultrapassou vários desafios, está mais corajosa. A gente está pronta para a guerra.

A cardiologista Ludhmila Hajjar. Foto: Tabacta Benedito /Estadão

A médica Ludhmila Hajjar está na linha de frente do combate à avalanche de casos de doenças surgidos no coração em decorrência da covid-19. “Os casos cardiovasculares aumentaram 100% no Brasil. Estou vivendo isso no dia a dia. Meu consultório está lotado”, iniciou a conversa, por videoconferência, com a repórter Paula Bonelli.

Recuperando o fôlego, após atender um paciente que estava enfartando, a professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, de 44 anos, falou sobre sua atividade que abrange diversas especialidades, inclusive sobre o papel de médica de famosos e autoridades.

Seu consultório fica ao lado do Hospital Vila Nova Star, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, onde recentemente atendeu o senador Davi Alcolumbre durante sua internação. Em março de 2021, ela recusou o convite de Jair Bolsonaro para ser ministra da Saúde, no lugar de Eduardo Pazuello.

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Para Ludhmila, a mulher médica está preparada para encarar a dura rotina das UTIs, mais do que os homens. “A mulher hoje é um ser destemido,” disse. Apesar de ter personalidade forte, ela não ficou à vontade em fazer cliques segurando o café, como proposto para ilustrar este papo, “sou tímida”, confessou.

O médico deve ter pretensões políticas?

Acho que depende, tem cidadãos que têm talento para política, predisposição. Não é o meu caso. A saúde é tão importante e a gente tem sofrido tanto nas políticas públicas de saúde.

Por que aceitou ir conversar com Jair Bolsonaro sobre ministério?

Fui mais pensando na pandemia e em todas as coisas ruins que estavam acontecendo com o Brasil. Hoje pensando friamente acho que posso ajudar muito mais sendo médica.

Por que recusou o convite?

A gente não se entendeu. Fiquei surpresa de ter ido lá porque já conhecia a linha. Mas, pelo meu sentimento mesmo de tentar ajudar as pessoas, acreditei que pudesse ser diferente. As conversas mostraram que temos linhas diferentes.

Cinco dias de isolamento para quem testar positivo para a Covid são suficientes na sua visão?

Não, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos acabou liberando essas recomendações e depois o Ministério da Saúde referendou porque a Ômicron veio como uma nova onda grande. Para não destruir a força econômica da sociedade, que está tentando se reerguer. E aí ficou sete dias de isolamento. Com cinco dias faz o teste de antígeno. Só sair de casa se der negativo. A gente sabe, porém, que na maioria das vezes o paciente ainda elimina vírus em média por dez dias.

O que os candidatos à presidência deveriam propor para a saúde?

É preciso revisar e propor um plano de financiamento para o SUS à luz da saúde atual. Faltam medicamentos, diagnósticos, celeridade. É possível melhorar muito o SUS com parceria público-privada, em um ambiente sem corrupção.

Quais são os problemas da saúde privada no Brasil?

Ela também precisa ser revisada. Hoje existe uma heterogeneidade muito grande do tipo de serviço, muitas operadoras, planos, hospitais excelentes, outros muito ruins, tratamentos muito diferentes. Por exemplo, você prescreve um tratamento com evidência científica que muda a vida da pessoa e o plano não aprova, nem procedimentos mais complexos e caros.

E o programa que você vai liderar na Qualicorp?

É um atendimento focado em prevenção da saúde. A lógica dos brasileiros é ir procurar tratamento, quando é feito um diagnóstico. A nossa medicina é muito terapêutica e pouco preventiva, a ideia é fazer uma medicina focada em promoção da saúde.

Como foi se tornando médica de famosos?

Acho que é uma coisa natural. A propaganda da gente quem faz são os nossos próprios pacientes. Nunca falei de paciente meu em reportagem. Um indica para o outro, aí você começa a entrar nesse mundo que tem os artistas, os políticos, o pessoal do Judiciário.

Ainda dá plantões?

Sim, dou plantões direto. Viro noite, trabalho nas madrugadas, mas não dou plantões específicos com horários fixos. Por isso que tenho essas olheiras.

A mulher médica encara melhor uma UTI que o homem?

Acho que mulher encara melhor qualquer desafio, não é só UTI. A mulher hoje é um ser destemido, já ultrapassou vários desafios, está mais corajosa. A gente está pronta para a guerra.

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