Matemática a la Paraguai

Redação

07 de maio de 2009 | 09h13

Fernando Lugo chega hoje a Brasília na expectativa de ouvir uma proposta sobre Itaipu como se tivesse sido o Brasil o responsável pelos problemas no contrato, assinado e ratificado em 1973. “Ele conseguiu inverter as posições. É o Paraguai que não quer pagar sua dívida e somos nós que temos que ir atrás de uma solução formatada de modo eles aceitem”, ponderou ontem uma fonte do governo.

É, parece piada. Primeiro, os paraguaios – sócios do Brasil meio-a-meio em Itaipu – propuseram pagar somente US$ 600 milhões de uma dívida total, pela construção da usina, de US$ 19 bilhões. Alegaram que usam somente 5% da energia gerada. Não colou.

Depois, sugeriram que o Brasil pagasse mais pela cota paraguaia de energia utilizada. Em outras palavras, que o contribuinte brasileiro resolvesse o problema do contribuinte paraguaio. Também não andou.

Das propostas, a única que faz algum sentido é que o BNDES entre com financiamentos de infraestrutura. Isto, se o país vizinho tiver condições de pagar.

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