Matarazzo retira candidatura e aliado de Aníbal assume PSDB de SP

Sonia Racy

17 de abril de 2013 | 00h37

A eleição do novo presidente do PSDB municipal de São Paulo, que tinha como objetivo por fim à divisão do partido, terminou, na noite desta terça-feira, ampliando o racha entre os tucanos.

Em meio a gritarias e confusão, o vereador Andrea Matarazzo, até então favorito para o posto, retirou sua candidatura e o ex-deputado federal Milton Flávio, aliado de José Aníbal, foi eleito para comandar o diretório municipal do partido pelos próximos dois anos.

“Retirei minha candidatura porque seria derrotado por três secretarias. A força desses três secretários teria me derrotado”, afirmou Matarazzo sem citar diretamenta os nomes de José Aníbal, Bruno Covas e Julio Semeghini. Embora tenha responsabilizado os secretários estaduais, o vereador evitou atribuir a manobra ao governador Geraldo Alckmin.

A votação, prevista para às 19h30, começou com duas horas de atraso. Numa reunião no gabinete do vereador, que é do grupo do ex-governador José Serra, havia sido definida, segundo ele, uma chapa que contemplaria todas as alas do partido. Na votação, porém, o acordo não teria sido cumprido.

Segundo Matarazzo, Semeghini e Covas pediram o acordo, que foi feito na frente dos vereadores Floriano Pesaro, Eduardo Tuma e Gilson Barreto e do deputado estadual Marcos Zerbini – que abriu mão da primeira vice-presidência.

“Julio Semeghini e Bruno Covas não têm palavra. Não são sérios. Eles me procuraram e, inclusive, escreveram as posições que queriam. Na frente dos vereadores e do deputado”, afirmou Matarazzo à coluna.

Semeghini, atual presidente tucano, contestou a versão do vereador e disse que não havia acordo. “Fomos pedir que ele desconstruísse a chapa que já estava montada, mas ainda não havia acordo com a militância.” O secretário afirmou ainda ter trabalhado “o tempo inteiro” para que o novo comandante da sigla fosse um vereador. Segundo ele, essa também era “a visão do governador Alckmin”.

“Nós não queríamos o consenso que passasse por Andrea na presidência”, disse Milton Flávio, o novo presidente.

Ao fim da votação, tucanos viam na derrota de Matarazzo mais um sinal do isolamento político ao qual Serra está submetido no PSDB, inclusive sendo cotado em outras siglas./THAIS ARBEX

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