Marta junta mulheres para debater seu programa

Marta junta mulheres para debater seu programa

Sonia Racy

26 Julho 2016 | 02h10

Foto: Denise Andrade

Foto: Denise Andrade

Entre saquinhos de pipoca e refrigerante, Marta Suplicy reuniu cerca de 70 mulheres na sexta-feira à noite, na sede do PMDB, para falar de sua candidatura à Prefeitura. As convidadas? Iam desde integrantes da classe mais abastada a representantes de associações da periferia paulistana.

A peemedebista discutiu temas como a qualificação dos professores, o problema do crack e as ações da GCM – que tende a ser o calcanhar de Aquiles na campanha para reeleição de Fernando Haddad. “Quando cheguei à Prefeitura, não tinha guarda. A guarda é uma coisa do meu coração. A guarda tem que ficar na porta da escola, tem que ser comunitária, hoje ela só multa e fiscaliza rapa”, alfinetou a candidata.

Algumas das presentes deixaram claro que estavam ali para ouvir e não necessariamente para apoiar Marta. Para Eliandra Mendes, participar desses encontros é prova do amadurecimento dos cidadãos brasileiros. “Precisamos ouvir sobre a viabilidade das propostas, assim é que poderemos escolher em quem votar”, justificou.

Helena Montanarini, ressaltando que este era o primeiro convite que recebia de candidato a prefeito, disse achar importante ouvir as mulheres. “Nossa voz abrange todos os problemas da cidade e possibilita maior abertura da mulher na gestão municipal”. Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do ex-deputado Valdemar da Costa Neto, sem se desgrudar da sua cachorra Jack Russell chamada Fé, mostrou interesse em aumentar a presença da mulher na gestão pública. Ela lidera o grupo We.Gov, sobre mulheres na política.

De sua parte, as representantes da periferia engrossaram o coro de Marta contra o prefeito. “O Haddad destruiu tudo de política pública que a senhora fez na periferia”, contou Andrea Cavalcanti, da Capela do Socorro.

O encontro faz parte de uma série de reuniões setoriais que a candidata está promovendo para elaborar seu plano de governo. Médicos, taxistas e empresários já foram contemplados.