Marqueteiro reage a acusações de revista que o envolvem no petrolão

Sonia Racy

16 de janeiro de 2016 | 13h52

Em nota que divulgou na manhã deste sábado, 16, o marqueteiro João Santana nega as informações divulgadas na edição da revista Veja deste fim de semana, segundo as quais ele “pode ter recebido dinheiro do petrolão no exterior”.

O texto — postado no site de sua empresa, a Polis — afirma que “é perda de tempo procurar caixa 2 na Polis, simplesmente porque o grupo recolhe todos os impostos devidos”. Santana acrescenta, ainda, que “valores recebidos de campanhas brasileiras sempre foram pagos no Brasil, e valores recebidos por campanhas no exterior foram pagos no exterior, seguindo as regras e a legislação de cada país”.

Responsável por campanhas eleitorais de Dilma Rousseff e, antes, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o marqueteiro classifica como “furada” a matéria de capa de Veja, que detalha uma ação da PF no Rio na qual foi apreendida uma carta enviada por Monica Moura, sócia e mulher de Santana. Dirigida a um suposto operador de propinas do petróleo, Zwi Skornicki, a mensagem menciona, segundo a reportagem, “as coordenadas de duas contas no exterior, uma nos Estados Unidos e a outra na Inglaterra”.

O texto da Polis afirma, ao final, que ela pode “enfrentar constrangimentos passageiros”, decorrentes “da má-fé ou equívocos de terceiros”, mas diz ter “a segurança de que restará provado que jamais nos envolvemos em nenhum tipo de operação ilegal”.

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