Marcas apostam nas pedras preciosas criadas em laboratório de olho na sustentabilidade

Marcas apostam nas pedras preciosas criadas em laboratório de olho na sustentabilidade

Direto da Fonte

24 de junho de 2022 | 01h00

 

A designer Valerie Ciampolini. Foto: Ubiratan Leandro

A designer Valerie Ciampolini. Foto: Ubiratan Leandro

Por muito tempo as maiores joalherias de luxo do mundo consideraram as pedras preciosas cultivadas em laboratório como inautênticas. Mas, com a crescente demanda por um mundo mais ético e sustentável e a bagagem ambiental e humana um tanto quanto “pesadas” que as pedras naturais carregam parece que o jogo virou.

Essa semana o grupo LVMH anunciou uma rodada de investimento de aproximadamente US$ 90 milhões no mercado das pedras cultivadas, assumindo uma participação não revelada na startup israelense de diamantes Lusix.

No ano passado a Pandora, maior joalheria do mundo, já havia anunciado que ia dedicar sua produção aos diamantes de laboratório.

No Brasil, o mercado das gemas de laboratório ainda é tímido e pouco divulgado – mas já existem marcas que estão apostando nas pedras cultivadas. Uma delas é a VEÈFE, da diretora criativa Valerie Gaudin Ciampolini, que trabalha com as gemas de laboratório há quatro anos.

Valerie explica que existem duas formas de fabricar o material. “Tem as 100% feitas em laboratório, onde os cientistas juntam as moléculas que formam o mineral que querem reproduzir e tem também o processo que usa a tecnologia hidrotermal”, explica a designer, lembrando que nem todas as pedras podem ser reproduzidas em laboratório.

“No processo hidrotermal os cientistas retiram uma pedra da natureza e a colocam em um ambiente favorável para ela crescer em meses, o que na natureza demoraria anos”, explica Valerie. “Eles chamam essa pedra de semente”.

O valor de mercado também muda conforme o modo que a gema é fabricada. “As hidrotermais são consideradas naturais, pois carregam todas as características e DNA da pedra ‘mãe’, já as 100% feitas tem um valor um pouco mais baixo, mas são consideradas pedras preciosas do mesmo jeito”.

Em suas criações, Valerie optou por usar a moissanita no lugar do diamante. “É um mineral reproduzido em laboratório bem similar ao diamante, mas com um custo beneficio infinitamente mais acessível”.

Ela conta que mesmo os diamantes reproduzidos em laboratório tem um valor de mercado mais elevado. “O que imprime valor em uma pedra é a qualidade da lapidação, já que as pedras feitas são praticamente iguais as naturais.” | SOFIA PATSCH

Bloco de Notas

INGLATERRA. André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, participa amanhã do Brazil Forum UK 2022 na Universidade de Oxford. 

EMPRESA CENTENÁRIA. Única empresa de engenharia pesada de capital aberto no país, a Azevedo & Travassos (A&T), celebra seu centenário com cerimônia hoje na B3. A companhia tocará o sino que abre as negociações da bolsa. 

LIVRO. A escritora Daniela Lima, especialista em ‘storyselling’, lança os livros Propulsão em Vendas e Empreenday. Hoje, na Cultura da Av. Paulista.

 

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