Mão na claquete

Sonia Racy

14 de março de 2011 | 23h01

Depois de dois curtas em Cannes e da colaboração como roteirista de À Deriva, de Heitor Dhalia, Vera Egito está prestes a filmar o primeiro longa. Trata-se de uma narrativa de ficção sobre o histórico conflito entre USP e Mackenzie, na Rua Maria Antônia, nos anos 1960. A diretora contou detalhes à coluna.

Sobre o que será a história do longa Maria Antônia?

O filme, que se passa em 24 horas, é baseado em conjunto de eventos reais que aconteceram no ano de 1968, entre estudantes do Mackenzie e da USP. O protagonista, de 18 anos, não é exatamente um jovem engajado, mas se envolve e acaba saindo transformado.

Em que pé está o projeto?

Estamos com o argumento e o projeto aprovados na Ancine. Vamos começar a captação e estamos selecionando a equipe.

Como surgiu o interesse sobre este assunto?

Eu moro perto daquela rua e sempre ouvi sobre a história. Até que me deu um estalo e percebi o potencial para um filme. Existem dois conflitos interessantes: o ideológico, entre as pessoas, e o físico, pois mexeu com a estrutura das duas escolas.

Você também está elaborando o roteiro do filme sobre a banda Restart, não é?

Sim. Temos um prazo curto porque vamos filmar em julho. É um projeto comercial, com público-alvo claro. Fui a alguns shows da banda, visitei os meninos no camarim. Será uma aventura a la Roberto Carlos e a Jovem Guarda. É um filme jovem, pop e leve. Eles são encantadores.

 MARILIA NEUSTEIN

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