‘Malhação’ da base aliada em Temer é estratégica

Sonia Racy

06 Abril 2017 | 00h40

Bateu mais forte, na classe política, o instinto de sobrevivência. A “malhação” da reforma da Previdência pela base aliada, nos últimos dias, seria estratégica, segundo bem informada fonte brasiliense. “Estão querendo fazer pressão contra a lei para recuperar prestígio em seus Estados”, justificou ontem. 

Os parlamentares sabem que não terão recursos privados para campanha de 2018 e tampouco conseguirão aprovar emendas, por causa da falta de dinheiro da União.

Prova desta estratégia são os “ouvidos moucos” para o anúncio feito por Temer terça-feira, em SP, prometendo flexibilização da lei.

Vai passar 2

Paper da XP Investimentos reflete a tranquilidade quanto à aprovação do projeto, captada na comunidade financeira. “A reforma, em maior ou menor grau, interessa a todos, ainda que com ajustes. A aprovação virá da política”.

Quais ajustes? Segundo a análise, há cinco ou seis itens postos na mesa de negociação. “As mudanças serão também para aperfeiçoar a proposta, e não só para reduzir seu escopo”, adverte a XP.

Há quem arrisque dizer que 80% do projeto serão preservados “em termos de impacto nos cofres públicos”.

Oposição

Em rodinha de conversa no jantar anteontem na casa de Kátia Abreu, Romero Jucá arrumou uma maneira de elogiar Renan Calheiros e, ao mesmo tempo, criticar o PT. “Renan, você está fazendo oposição melhor do que Lindbergh (Farias)”, afirmou o líder do governo. Os dois riram e se abraçaram.

Mão na massa

Paula Lavigne está ativando mobilização, via redes sociais, contra o PL da deputada Renata Abreu, que isenta hoteis, rádios, igrejas e outros estabelecimento de pagar direitos autorais por músicas tocadas. No texto, a produtora pede a ajuda para barrar o projeto.

Caminho de Paulo

Dimitrios Tryfonopoulos, secretário de Turismo da Grécia, está em São Paulo para feira do setor. Trouxe na bagagem uma simulação do caminho que o apóstolo Paulo percorreu especificamente em território grego pregando o Evangelho. A ideia é atrair turistas que gostam dos roteiros religiosos.