Maior impacto de acordo entre Israel e Emirados Árabes é ‘simbolismo do ato’, diz diretor do Instituto Brasil-Israel

Sonia Racy

14 de agosto de 2020 | 00h45

O acordo histórico rumo a uma desejada normalização das relações entre Israel e os Emirados Árabes, assinado ontem, deve mudar as relações internacionais em todo Oriente Médio. 

Segundo Daniel Douek, além de importantes concessões – como a suspensão ou adiamento da anexação de territórios da Cisjordânia, anunciada há meses pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – este acordo carrega valor simbólico. 

Mãos dadas  

No ver do diretor do Instituto Brasil-Israel, “embora seja esperado o incremento tanto do comércio bilateral bem como, até mesmo, do turismo pós-pandemia, o maior impacto é o simbolismo do ato: um pacto entre um país árabe com o estado judeu”. 

 Mãos dadas 2

Olhando à frente, Douek aposta na maior visibilidade da reorganização de forças do Oriente Médio, “não mais centrada no conflito entre israelenses e palestinos”, mas também “na percepção da ameaça iraniana”. 

 Água fria 

A ação conjunta de Bolsonaro, Alcolumbre e Rodrigo Maia, na noite de quarta-feira, “estancou” a debandada de técnicos do Ministério da Economia, como Carlos Costa e Waldery Rodrigues. 

Por quanto tempo…

 Por hora  

E Paulo Guedes não gostou do timing das saídas de Salim Mattar e de Paulo Uebel do governo.

Sem pandemônio 

No comando de cinco restaurantes em solo carioca – entre eles o grego Oia, o francês L’Atelier Mimolette e o italiano Posì Mozza; Mare – o Grupo 14zero3, que tem o restaurateur Leonardo Rezende entre os sócios, estreia em São Paulo. 

Inauguram, em novembro, o Roi (rei, em francês), no shopping Cidade Jardim. 

Made in Japan 

Chega às livrarias, em setembro, A Coragem de Ser Feliz, sequência do best-seller mundial A Coragem de Não Agradar, dos japoneses Ichiro Kishimi e Fumitake Koga – que vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares no mundo.  

O novo livro, da editora Sextante, trata da aplicação da psicologia do século 20 para dilemas contemporâneos e reflete sobre alguns temas como: não são os eventos passados que determinam quem somos, mas sim o significado que damos a eles.

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