Lygia da Veiga Pereira, especializada em engenharia genética, fala do desafio da vacina contra covid-19

Sonia Racy

05 de setembro de 2020 | 00h55

É possível que algum laboratório consiga fabricar uma vacina abrangente, que sirva mundialmente, para combater o coronavírus? Segundo Lygia da Veiga Pereira, especializada em engenharia genética – a cientista é chefe do laboratório de células-tronco embrionárias da USP – são grandes os desafios.

“Até hoje a gente não tem uma vacina contra o HIV e as vacinas contra gripe tem uma duração limitada, você tem que se vacinar todo ano”, pondera. No caso do vírus da gripe, são várias vacinas para formas diferentes do vírus.

Portanto, além de ter que descobrir uma vacina que comprovadamente funcione, não há como descartar a possibilidade de mutação da covid-19. “Será que as vacinas que estão sendo desenvolvidas, focadas na proteína da coroa do coronavírus, vão funcionar para todos?”.

O vírus sofre poucas mutações hoje, “o que é uma boa notícia”, diz Lygia. “E estamos mirando no alvo desse vírus que não está mudando de lugar”. Cientistas questionam a eficiência de um único tipo de vacina. Mas a Universidade de Tufts, em Massachusetts, por exemplo, depois de analisar 18.514 genomas diferentes, não verificou mutações nos pontos essenciais do código genético.

O dono…

A aventura de Silvio Santos na eleição presidencial de 1989 virou livro. Nome? Sonho Sequestrado, do ex-senador Marcondes Gadelha, vice da chapa. Será lançado em outubro pela Matrix Editora.

Entre os tópicos, a versão de Gadelha de como o então deputado Eduardo Cunha teria atuado para rifar o partido de SS, o PMB.

Papo Cabeça

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Casa e Cine

O Festival Internacional de Cinema Fantástico terá dois formatos: um presencial, no Belas Artes Drive-in, amanhã. E outro, a partir de segunda-feira, 100% online pela plataforma Petra Belas Artes à la Carte.

Kindergarden?

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