Luzes

Sonia Racy

16 Dezembro 2014 | 01h06

O governo Dilma começa a divulgar, esta semana, um novo modelo de preços para a conta de energia. Montada há dois anos, e só agora aprovada, a ideia é cobrar, a partir de 2015, com base no tipo de energia que o cliente consome – hidrelétrica ou termelétrica. O desenho onera o consumidor e desonera o contribuinte que hoje paga a conta dos subsídios.

Ele será feito por meio da introdução de um sistema de bandeiras criado pela Aneel. Já em teste, funciona como um semáforo, carimbando as contas de energia com bandeira verde, amarela ou vermelha.

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Verde significa que o consumidor está usando, principalmente, energia hidrelétrica, a mais barata, base da cobrança atual. A vermelha é sinônimo de grande quantidade de termelétrica – energia bem mais cara, subsidiada pelo Tesouro.

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A fórmula permitirá que se evite o acúmulo de passivos com garantia do Tesouro – como o da semana passada, quando a Eletrobrás teve de fazer acordo com a Petrobrás para pagar R$ 9 bilhões de débitos de combustíveis.

Segundo fonte do governo, trata-se do primeiro sinal de reorientação da economia e disposição de frear o aumento da dívida pública.

Pergunta que não quer calar: as contas vão ficar mais caras? Enquanto faltar água, sim.