Liberdade Compulsória

Redação

17 de setembro de 2008 | 18h50

E o Brasil viveu nesta quarta um começo de crise de liquidez. Pela manhã, o dólar já registrava 3% de alta com nervosismo acima do normal. Movimentação que só não foi pior porque o Brasil – apesar das críticas – acumulou reservas de mais de US$ 200 bilhões.

Foi o último dos Brics a ser afetado. Graças – há de se reconhecer – à teimosia de Henrique Meirelles, do Banco Central, que, aliás, se encontra em Nova York. Para trocar idéias com o Fed e com investidores e fechar avaliação sobre a conjuntura internacional.

Agora, o que mais se ouve pelos mercados é que está nas mãos do BC evitar uma crise de liquidez brasileira. A autoridade monetária vai se adiantar e cortar o nível dos compulsórios? O que é isso? Trata-se de um porcentual dos depósitos formados pelo meu, seu, nosso dinheiro, colocado nas contas correntes dos bancos. Este porcentual é decidido e retido pelo BC. Sua função é “enxugar” a quantidade de moeda que circula pelos mercados. Em uma crise de liquidez, o que se precisa é de mais dinheiro circulando.

Na quarta, o BC russo, ante a gravidade do problema de capital dos bancos locais, liberou parte dos compulsórios. A Índia fez isso há semanas, bem como a China.

Pelo jeito, agora pode ser a vez do Brasil – que tem um dos melhores e mais sólidos sistemas financeiros do mundo – fazer o mesmo. Se a intenção for manter o setor saudável como ainda é hoje.

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