Libaneses radicados no Brasil estranharam renúncia de Saad Hariri

Sonia Racy

07 de novembro de 2017 | 00h55

SAAD HARIRI

SAAD HARIRI. FOTO: REUTERS

Libaneses radicados no Brasil estranharam o fato de o primeiro-ministro Saad Hariri ter anunciado, sábado, sua renúncia, acusando o Hezbollah e seu aliado Irã de “controle” no Líbano e revelando ameaças contra sua vida.

Não tanto pelo fato em si, mas o lugar escolhido – estava em Riade – para fazer isso: o canal de notícias Al-Arabiya, da Arábia Saudita.

Recado foi pedido
pela Arábia Saudita

Pelo que se apurou, seu recado é para o Irã e o Hezbollah, a pedido da… Arábia Saudita, aliada dos americanos. É fato que o novo homem forte do reino, Mohamed bin Salman, de 32 anos, está promovendo uma espécie de “limpeza” na estrutura do seu governo, afastando quem não for firmemente contra o Ira.

Hariri ainda não
retornou a Beirute

E quem conhece Hariri atesta que não é estilo dele fazer um anúncio deste, ainda mais fora do Líbano. Até ontem, estranhamente, Hariri não havia retornado a Beirute.

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