Lembrar, ofende?

Sonia Racy

01 de março de 2012 | 01h10

Essa briga pelo poder, envolvendo diversos executivos do BB e da Previ, atrelados à pasta do ministro Guido Mantega, levou o mercado financeiro a desenterrar, ontem, fato no mínimo curioso. Em 2010, Aldemir Bendine, do BB, comprou apartamento, no interior de São Paulo, por R$ 150 mil com… dinheiro vivo.

Assim que o caso veio a público, o executivo argumentou: os recursos, próprios e mantidos em espécie, estavam em sua declaração de IR. Portanto, nada tinha feito de ilegal – o que é uma verdade.

Entretanto, Bendine criou uma confusão na cabeça dos clientes do BB. Se o presidente do banco guarda dinheiro em casa, porque o correntista deve depositar o seu? Esta pergunta nunca foi respondida.

Lembrar 2

Mantega tem de sair dessa rapidamente. Há quem aposte que vai sobrar para Ricardo Oliveira, do BB.

Esse nome, aliás, não dá muito certo por lá. Basta lembrar de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-BB, marcado na privatização tucana pela infeliz frase “estamos no limite da irresponsabilidade”… O atual Oliveira, pelo menos, foi mais manso. Costuma dizer, como bem publicou ontem o Estado, que “o gato não gosta do dono e, sim, do leite”.

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