Sem economia no prazer

Redação

05 de agosto de 2009 | 07h48

Os seres humanos funcionam pelo princípio do prazer. Gostam mesmo é de ganhar dinheiro sem fazer força. E têm muita dificuldade de aprender com a experiência, que exige olhar a realidade. Assim, passado o perigo, voltam às “malandragens.”

Foi assim, com Freud a tiracolo, que a psicanalista Vera Rita Ferreira deu o recado, anteontem, no debate “Crise Financeira e Economia na Sociedade Contemporânea”, que Roberto Teixeira da Costa organizou na Sociedade Amigos da Cinemateca.

O outro convidado da noite, Eduardo Giannetti da Fonseca, deu números históricos a essas espertezas. Na atual crise mundial, revelou, a “economia de papel” – títulos e ações – nos EUA saltou de US$ 96 trilhões para US$ 167 trilhões, entre 2006 e 2008. E o endividamento do país bateu nos 350% do PIB.

O impulso para voltar ao prazer, avisou Vera, é um indício de que as crises tendem a ser repetir. “Gente que perdeu em 2008 já anda arrependida por não ter lucrado com a recuperação da bolsa”, diz.

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