O lado verde de Serra

Redação

13 de novembro de 2009 | 11h29

Mesmo sem ter decidido seu destino em 2010, José Serra resolveu: estará em dezembro em Copenhague, onde desembarcará com a nova lei ambiental paulista debaixo do braço. Bem no clima deflagrado pelo efeito Marina Silva.

A informação foi literalmente posta à mesa durante jantar, quarta-feira, organizado por Maria Antonia Civita, da ONG Verdescola, e Xico Graziano, secretário de Serra – e responsável pela primeira lei que fixa, no País, metas concretas de redução de emissões de carbono.

Convocados para discutir o meio ambiente, os cerca de 30 convidados ouviram de Serra algumas colocações que fogem ao lugar comum: “Muitos desconsideram, mas projetos de saneamento básico têm grande importância para a causa”, ressaltou o governador, listando os feitos da Sabesp. “Vou ser breve porque não é minha especialidade”, explicou, avisando em seguida: o Brasil não vai parar de crescer por causa dos problemas ambientais. Mas vai, sim, mudar a maneira de crescer, de fazer a economia funcionar.

Calejado na racionalidade econômica, avesso às cruzadas românticas dos ecologistas Serra destacou: foi o ativismo estatal que garantiu a proteção de matas ciliares e a redução da queima de cana em São Paulo. “Diminuímos em 750 mil hectares a área onde essas queimadas aconteciam”, ponderou, lembrando que esse procedimento é irracional e rende pouco, para o tamanho do prejuízo que gera.

As posições do governador são semelhantes às da maioria dos que estavam presentes na casa de Maria Antônia e Roberto Civita – Fabio Barbosa, Daniel Feffer, Elie Horn, Fernão Bracher, Luiz Nascimento, José Ermirio de Moraes Neto, Rubens Barbosa, Andrea Matarazzo, Zé Olympio Pereira, Jovelino Mineiro. E também ambientalistas, como Marcelo Furtado, do Greenpeace – que agradeceu a Serra por ter criado a lei.

Sobre o apagão? Serra desconversou, contando que demorou para perceber a escuridão porque … o Bandeirantes dispõe de gerador.

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