Nada de herança maldita…

Redação

11 de novembro de 2009 | 07h36

A surpresa, durante jantar oferecido por João Dória a Aécio Neves, na noite de segunda, foi a própria “surpresa” de integrantes do Lide com o governador, que muitos não conheciam pessoalmente. Gostaram tanto do discurso que o aplaudiram de pé.

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Em sua fala, Aécio teceu elogios a FHC e a Lula – por ter tido, este, a responsabilidade de dar continuidade ao programa econômico do primeiro e melhorado os programas sociais e relações com sindicatos e movimentos de base.

E introduziu uma questão nova: a de que não se pode separar a fase pré-eleitoral do cenário pós-eleitoral. “Temos que sinalizar que não é jogo de vida ou morte onde quem perder será aniquilado”, explicou o governador à coluna.Para ele, tem que ficar claro para forças aliadas a Lula que elas não serão excluídos se o PSDB vencer.

Do jeito que vai, Aécio teme que a radicalização embutida na estratégia do governo traga ameaças à governabilidade. “O conceito de pós-Lula é nossa resposta à armadilha da eleição plebiscitária.”

A ênfase, no seu ver, terá que ser a da gestão política. Mais do que em tarefas administrativas ou econômicas.

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