Morte da crise anunciada?

Morte da crise anunciada?

Redação

15 de setembro de 2009 | 09h23

Faz hoje um ano que a Lehman Brothers quebrou. Tudo parece ter melhorado, mas ainda estão no papel as propostas efetivas de regulação bancária do primeiro mundo. Desde o início deste ano, a contribuição do Conselho de Recuperação Econômica montado por Obama – captaneado pelo ex-Fed Paul Volcker e do qual faz parte ativa Armínio Fraga – dorme em berço esplêndido em Washington. Preocupante? Isto não tira o sono de Fabio Barbosa, dirigente da federação de bancos no Brasil, a Febraban. “As propostas já andaram, alguma coisa está sendo definida e com certeza não mais veremos os índices de alavancagem que algumas instituições do sistema financeiro praticavam, e que representavam um grande risco”, disse ontem à coluna.

A crise acabou? Claramente, a situação mundial melhorou muito, especialmente nos últimos meses. Havia o receio de entrarmos em uma depressão, e para evitá-la, houve a mobilização de gigantescas quantias de dinheiro público que conseguiu reverter a tendência negativa da economia mundial. Ainda é cedo para dizermos que acabou a crise, mas o quadro já é melhor.

O problema internacional dos bancos foi amenizado, mas ainda não está sanado. Há perigo de um novo ciclo de inadimplência lá fora? Ela começaria desta vez pelas empresas afetando os bancos? A base de tudo será a recuperação da economia. Se ela prosseguir no ritmo atual, o próprio risco de inadimplência por parte das empresas ficará menor.

Se a crise se der mesmo em formato de W, como prevê Nouriel Roubini, como ela chegará no Brasil? Risco de um W, sempre há. E não preciso dizer que seria ruim. Vejo porém, que muitos recursos pelo mundo afora estão sendo mobilizados para que isso não aconteça.

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