De frente para os fundos

Redação

30 de outubro de 2009 | 11h40

Pelo jeito, não é só Armínio Fraga que defende uma reestatização do Estado, como deu ontem o Valor. Também FHC, em entrevista à Conjuntura Econômica, adverte para o surgimento, no País, de grupos de poder ancorados, ao mesmo tempo, no governo e nos fundos de pensão.

E com sinal trocado. Enquanto lá fora esses fundos cuidam de investimento financeiro e não de gestão, aqui dentro – diz o ex-presidente – eles entram pra valer nessa área: são donos de empresas. Lá fora eles não têm partido, aqui têm. “É um só partido, que controla todos os fundos de pensão”. E arremata: “A hegemonia não é só política, é econômica, é total”.

E para onde isso aponta? Para ele, pode levar a uma taxa de crescimento alta, mas não cria uma sociedade competitiva. “Começa a haver tendência a um dirigismo…”

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