Bienal em tempos de transformação

Bienal em tempos de transformação

Redação

03 de setembro de 2009 | 08h30

A depender do apoio que a nova diretoria da Bienal teve no jantar de terça, no prédio da Bienal, a próxima exibição internacional não será a do vazio. Presente ao evento, Juca Ferreira anunciou R$ 4 milhões e prometeu ajudar na captação de recursos junto ao BNDES. Tudo para a reforma do prédio, orçada em R$ 15 milhões – R$ 10 milhões só para atender às normas internacionais de climatização. “Este evento não pertence apenas a São Paulo, é do Brasil”, disse o ministro à coluna, justificando-se diante da surpresa geral pelo apoio do Ministério da Cultura. Aliás, Estado e Prefeitura foram representados pelo segundo e terceiro escalões..

Ponto para Heitor Martins, novo presidente da Bienal. Que teve coragem de assumir depois que o cargo foi recusado por Rubens Barbosa e Andrea Matarazzo – ambos presentes – por causa das conhecidas dificuldades financeiras do evento. Hoje, as dívidas da exposição somam R$ 4 milhões. E os recursos dos 450 convites vendidos – R$ 2,5 mil, cada – serão utilizados para manter a organização da mostra.

Em noite bem organizada pela conselheira Suzana Steinbruch, o mote era um só: o evento vai reviver seus momentos de destaque. “A Bienal foi feita pela sociedade civil, que agora se deu conta de como a situação degringolou. A elite paulistana voltou a apoiar e, aí, o Estado vem junto”, ponderou Ernesto Neto, um dos 40 artistas convidados pelo Banco Fibra – já que nem todos podiam arcar com o custo da noitada.

Iole de Freitas, Zé Resende, Anna Maria Maiolino e Carlos Vergara circulavam pelas mesas, entre banqueiros-conselheiros como Alfredo Setubal e José Olympio Pereira, que devem estar convencendo seus pares e empresários a ajudarem. Presentes, André Esteves, Fernão e Candido Bracher, Fersen Lambranho, Walter Appel, Ivoncy Ioschpe, Carlo Lovatelli, Ivo Rosset, Patrick Larragoiti, Fabio Ermírio de Moraes, Arthur Vicintin, Roberto Teixeira da Costa, Carlos Jereissati Filho e muitos outros.

Houve um incidente. Após o discurso do ministro. o ex-presidente da Bienal Manuel Pires da Costa abordou Juca Ferreira com um visível aperto de braço.

Sem dúvida, a festa foi um divisor de águas. Com direito a slogan publicitário: “A Bienal é um olhar para o futuro e o futuro da Bienal está em nossas mãos.”

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