‘Brasil terá papel vital em Copenhague’

Redação

10 de novembro de 2009 | 08h10

Terminaram em impasse as negociações de Barcelona – as últimas oficiais antes do encontro sobre clima de Copenhague: todos continuam dizendo que o problema é grave mas não se chega a um acordo para resolvê-lo. Nenhum sinal, também, de quem financiará o esforço para a redução das emissões de carbono.

“O Brasil terá uma importância vital nas reuniões”, avisa o sueco Johan Eliash, assessor especial de Gordon Brown para o meio ambiente, ecoando a opinião do próprio primeiro-ministro britânico que defende tornar o G-20 uma alternativa às Nações Unidas para o debate das questões climáticas.

Em passagem por São Paulo, semana passada, o empresário – que tem terras na Amazônia e é casado com Ana Paula Junqueira, agora no PV – destacou, em conversa com a coluna, o papel central da delegação brasileira: “Para que a redução das emissões dê certo, não dá para a Amazônia ficar de fora”.

É razoável a proposta brasileira de reduzir 80% das emissões até 2010? “É muito boa, se o Brasil conseguir implementá-la.”

Acha que o Brasil vem tratando com seriedade a Amazônia? “O Brasil tem boas intenções. Tenho certeza de que está fazendo o melhor, por ter consciência de sua importância no planeta.”

O que pretende fazer Gordon Brown em Copenhague? “Ele vai ser, sem dúvida, um dos líderes do debate. Tem como fazer o meio de campo com competência, ser um catalisador.”

E Obama? “Obama em si não é o problema. E sim o Congresso americano que terá que aprovar o que o presidente dos EUA acertar, o que não será fácil.”

E o papel da China? “Sem a China não vamos a lugar nenhum. E o mesmo podemos dizer sobre a Índia.”

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