Lápis da paz

Sonia Racy

08 Janeiro 2015 | 01h01

José Alberto Lovetro, o JAL, presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, se sentiu pessoalmente atingido pelo ataque terrorista à revista satírica Charlie Hebdo, ontem em Paris.

Entre os mortos estava Georges Wolinski, com quem trabalhou em campanha de prevenção à Aids para o Ministério da Saúde, há alguns anos.

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JAL lembra que, desde os tempos do Pasquim, criou-se uma grande proximidade entre chargistas franceses e brasileiros.

“O humor arrefece a violência. O que aconteceu em Paris é uma tristeza enorme”, afirmou, enfatizando a necessidade de se divulgar ainda mais a importância do trabalho dos cartunistas pelo mundo.

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Ironia ou não, ainda está em cartaz, nos cinemas da França, o documentário Caricaturistes – Fantassins de la Démocratie (Cartunistas – Soldados da Democracia).

Dirigido por Stéphanie Valloatto, o filme relata ameaças sofridas por desenhistas do mundo inteiro que trabalham com temas políticos e religiosos.

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Na tarde de ontem, contavam-se mais de cem mil publicações com a hashtag #charliehebdo e mais de 150 mil com #jesuischarlie no Instagram.

A maioria associada a charges e capas da revista francesa ou com desenhos em homenagem aos mortos no ataque de ontem.

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Os desenhos da Charlie Hebdo são candidatos fortes ao Prêmio Ranan Laurie – atribuído pela ONU e que, desde 2005, elege os melhores cartoons políticos publicados no mundo.

As inscrições para a edição deste ano ainda estão abertas.