Kerry e o golpe

Sonia Racy

05 de agosto de 2016 | 01h00

O secretário de Estado John Kerry se reúne hoje a tarde, no Palácio do Itamaraty, no Rio, com José Serra – antes do coquetel em homenagem aos líderes estrangeiros. Como possível pano de fundo para a conversa, uma carta entregue há dez dias, a Kerry, por 40 congressistas dos EUA.

Pouco mencionado por aqui, seu texto defende Dilma, chama de golpe o seu afastamento – e, mais relevante, pede que o secretário americano tome “o maior cuidado” nas relações com o Brasil e “evite declarações ou posições que possam ser interpretadas como apoio ao impeachment”.

Com oito parágrafos, a carta ressalta que o governo Temer “apoia a forte redução nos serviços públicos” e reformas trabalhistas prejudiciais “aos mais pobres”. Além disso, desqualifica o novo governo e reclama que os EUA têm mandado “sinais que podem ser interpretados como de apoio à campanha pelo impeachment”.

Uma das signatárias, a democrata Marcy Kaptur, lembra que o Brasil “está nos holofotes” com a Olimpíada “e precisamos estar atentos na defesa de valores democráticos”.

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