Julgamento sobre Lula pouco influencia o mercado de ações

Sonia Racy

26 de junho de 2019 | 00h55

LULA. FOTO: DOUGLAS MAGNO/AFP

LULA. FOTO: DOUGLAS MAGNO/AFP

Não evento

O “solta ou não solta Lula” – que terminou por negar, ontem, no STF, a liberdade ao ex-presidente – pouco influenciou o mercado de ações. O dia fechou em baixa por reflexo de acontecimentos externos.

A avaliação, segundo informações colhidas pela coluna, é que já está precificada no valor das ações a soltura do ex-presidente antes do fim do ano, bem como uma segunda prisão em consequência de outros processos a que o petista responde.

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A grande incógnita que circula entre os players financeiros é qual será o impacto de uma eventual libertação de Lula no sucesso da votação da reforma da Previdência.

Troca de foco

A rejeição dessa PEC, segundo conhecido banqueiro, “bagunçaria o coreto”. Como aconteceu com a delação de Joesley Batista contra Michel Temer, justamente quando todos tinham certeza de que a reforma previdenciária iria passar.

Recorde

A sessão da CCJ da Câmara com a presença de Glenn Greenwald bateu recorde de audiência da comissão no YouTube, segundo o deputado Helder Salomão: mais de 27 mil visualizações.

Day off?

Sérgio Moro desembarcou sábado nos EUA, visitou patrulha de fronteira no domingo e esteve no Centro de Inteligência de El Paso na segunda. Mas ontem sua agenda oficial estava… vazia.

Lição de casa

Roberto Azevêdo leva para a reunião do G-20, no Japão, relatório apontando que nos últimos meses medidas restritivas ao comércio aplicadas pelas economias de integrantes do grupo foram 3,5 vezes maiores que as dos últimos sete anos.

O que deve desacelerar o crescimento do comércio mundial, diz o brasileiro presidente da OMC.

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O mesmo estudo surpreende: no período o Brasil foi o país que mais adotou medidas para facilitar o comércio.

Consolação

O Brasil perdeu da Franca em campo, mas ganhou… no Twitter. Marta foi a jogadora mais comentada depois do jogo do domingo em Le Havre, seguida de Bárbara e Cristiane.

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