Nos Jogos diplomáticos do Rio, Venezuela pode ser rebaixada

Sonia Racy

06 de agosto de 2016 | 00h30

A crise do Mercosul e “o que fazer com a Venezuela” foram temas de uma conversa, na recepção oficial de ontem, no Palácio do Itamaraty, entre Temer, Serra e os presidentes Mauricio Macri, da Argentina, e Horácio Cartes, do Paraguai.

Uma das soluções debatidas, ao que se apurou, foi aplicar-se uma espécie de downgrading aos venezuelanos, de modo a impedir que eles possam presidir o Mercosul.

Jogos da crise 2

Do encontro, Temer saiu com meia notícia: “Vamos esperar dia 12 para resolver…”. É o dia em que vence o prazo para a Venezuela atender integralmente às exigências para comandar a instituição.

Se o downgrading for levado adiante, o passo seguinte seria antecipar a posse da Argentina – indicada para ocupar a presidência em 2017. Uma hipótese também mencionada foi a de Brasil, Argentina e Paraguai assumirem juntos o comando até o início do mandato argentino.

Jogos 3

Indagado, Macri ponderou que “tudo está bem no Mercosul, à exceção da Venezuela”. E, quando perguntado sobre se “iam tirar a Venezuela do bloco”, admitiu “faltar pouco”. Econômico, Serra arriscou um “para breve” sobre a solução da crise.

Jogos 4

Foi a partir de 16:30 que os chefes de Estado e outras autoridades começaram a chegar para a recepção oficial – organizada pelo buffet Open House, e na qual cerca de 200 pessoas foram brindadas com coquetel, vinho e champanhe.

Jogos 5

Como previsível, o secretário americano John Kerry, o presidente francês François Hollande e Macri atraíram mais os olhares.

Hollande disse confiar na segurança montada para os Jogos e mostrou otimismo: espera que a França vença a disputa para sediar os Jogos em 2024 e… ganhe muitas medalhas nessas três semanas.

Jogos 6

Aos que lhe perguntavam, o governador Pezão garantia: está muito bem, e acha que “dentro de dois meses” voltará à ativa.

Também presente, Alckmin aposta que até terça-feira a renegociação da dívida dos Estados estará resolvida e votada. Já Henrique Meirelles não se arriscou: “O Congresso tem seu timing e eu respeito”.

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