Jeitinho alemão

Sonia Racy

11 de maio de 2013 | 01h11

O sotaque pode ser forte, mas o português do professor Wolfgang Bader é impecável. Diretor executivo do Instituto Goethe, em São Paulo, ele é um dos entusiastas do Ano da Alemanha no Brasil – que será oficialmente aberto nesta segunda-feira, no Teatro Municipal, com presença de Dilma e do presidente alemão, Joachim Gauck.

Bader falou com a coluna sobre o evento e o grande desafio do país do futebol.

O que representa o Ano da Alemanha no Brasil?

Os dois países têm longa história de bom relacionamento. Em todas as áreas: diplomáticas, artísticas, científicas, comerciais etc. Isso criou uma amizade densa. E um dos objetivos desta iniciativa é aumentar ainda mais esse espírito de cooperação.

Como a Alemanha vê o Brasil?

Temos os mesmos valores básicos e desenvolvemos parcerias estratégicas em vários setores. Mas somos bastante diferentes. Mas acho que se trata de uma diferença inspiradora, que ajuda. Cada país enxerga no outro qualidades que gostaria de ter. Costumo dizer que existe uma fórmula infalível para o sucesso desse relacionamento: juntar o jeitinho alemão com a disciplina brasileira (risos).

Que eventos já programados o senhor acha mais interessantes?

Gosto muito do Kultur Tour, um imenso caminhão com biblioteca, terminais de computadores, equipamento para DJs, projetor de filmes etc. Ele vai rodar o ano inteiro pelo Brasil, distribuindo cultura alemã e brasileira. Outro projeto é uma exposição dedicada à Bauhaus, no Sesc Pinheiros. Além disso, a Allianz vai iluminar o Teatro Municipal com as cores do Brasil e da Alemanha. E, aproveitando a Copa, teremos uma mostra sobre futebol, O Jogo Só Acaba Quando Termina – que fará turnê pelo País.

Vai haver uma partida de futebol entre escritores brasileiros e alemães?

A seleção alemã já está montada. Falta a brasileira!

O senhor acredita em um Brasil forte no futuro?

Depende de o País melhorar o nível da educação de base. Porque o capital econômico só se completa com o capital do saber.

Está animado com as chances da Alemanha na Copa?

Torço muito pelo evento, que é uma celebração da comunhão e da amizade entre os povos. /DANIEL JAPIASSU

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