Temer e Merkel

Sonia Racy

17 de novembro de 2012 | 02h00

Angela Merkel abriu largo sorriso ao receber, quinta-feira, em Berlim, carta de Dilma iniciada com um despretensioso “Prezada Angela…”.

Na missiva, entregue em mãos por Michel Temer (que foi recebido pela chanceler alemã pela manhã) a presidente brasileira agradeceu, antecipadamente, a participação de empresas alemãs no processo de investimento pesado na infraestrutura brasileira.

“Ela me pareceu bastante receptiva ao Brasil”, contou Temer à coluna, depois de jantar na embaixada brasileira em Berlim, oferecido pelo embaixador Everton Vargas a integrantes de missão empresarial da Audi Business/Lide.

A seguir, trechos da conversa com o vice-presidente do Brasil – também recebido por Joachim Gauck, presidente alemão, e Norbert Lammert, presidente do Parlamento.

Foi difícil marcar audiência com a mais poderosa da Europa?

A Alemanha dá grande importância para as relações bilaterais com o Brasil. Tanto é assim que Merkel adiou sua viagem à Rússia para nos receber.

O que ela disse sobre as relações Brasil-Alemanha?

Ela concordou em criar uma comissão de consulta permanente, política, entre os dois países. Hoje, existe essa relação entre Brasil e Rússia e entre Brasil e China.

E quem lidera essas comissões pelo Brasil?

A vice-presidência.

Merkel revelou ao senhor o que iria levar para a Rússia?

Não entrou em detalhes, mas disse que fez uma lista de 17 itens para apresentar a Vladimir Putin. Contei que, quando me encontrei com o presidente russo, ele me apresentou uma lista com 25 itens. Fui surpreendido e, desde então, preparo fichas para este tipo de encontro.

Algo mais sobre Brasil?

Em 2005, o acordo de bitributação entre Brasil e Alemanha foi denunciado. E desde então, nada foi colocado em seu lugar. Ela cobrou uma solução.

SONIA RACY VIAJOU A CONVITE DA AUDI BUSINESS/LIDE

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