“Já não há tempo”

Sonia Racy

30 de maio de 2014 | 01h16

“Vejo o mesmo cenário da Copa se repetindo com a Olimpíada.” Assim Lars Grael – convidado de José Victor Oliva no jantar em homenagem a Galvão Bueno, anteontem – começou a responder pergunta da coluna sobre suas impressões dos Jogos de 2016, no Rio.

Em sua opinião, a situação da Baía da Guanabara, onde acontecerão provas de canoagem e vela, é lastimável e não há mais tempo para ser resolvida. “Em Pequim, em 2008, os chineses colocaram mil barcos para limpar o local das competições; no Rio, temos três. E serão trinta, segundo o COB. A verdade é que a qualidade da água é repugnante”, afirmou.

O velejador (bronze nas olimpíadas de Seul, 1998, e Atlanta, 1996) comentou sobre a vergonha de ver as primeiras equipes estrangeiras chegando ao Brasil para conhecer a Baía. “Sem falar na Marina da Glória, que está muito distante do que seria de se esperar de uma marina olímpica. Melhor seria ter construído uma do zero.”

Grael também lamentou o fato de o País estar gastando “verdadeiras fortunas” em estádios de futebol e campos de golfe, “e tudo que vão fazer na Marina da Glória é uma imensa tapeação. Estou decepcionado”.

Algum plano B? “O ideal seria transferir as provas para Búzios. O que não pode é a autoridade olímpica fingir que o problema não existe.” /DANIEL JAPIASSU

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