Itália engajada

Itália engajada

Sonia Racy

26 de novembro de 2013 | 01h18

Foto: Paulo Giandalia/Estadão

Riccardo Scamarcio está no País a convite do Festival de Cinema Italiano no Brasil – aberto ontem no Auditório Ibirapuera. Um dos principais atores do momento na Itália, ele aproveitou a estada para ir a um show de samba no Ó do Borogodó, comer na Liberdade e no Fogo de Chão. O moço recebeu a coluna para bate-papo no Hotel Tivoli.

Um dos condenados do mensalão, Henrique Pizzolato, fugiu para a Itália para não ser preso. E há quem compare o caso ao do seu conterrâneo Cesare Battisti. O que acha disso?

Não sei muito bem a história do Battisti, mas acredito que, se um país dá asilo político a alguém, isso deve ser respeitado. É complicado, mas não sou um “justicialista” (risos). Acredito, filosoficamente, que as leis devem existir, mas que devem ser aplicadas com inteligência e sensibilidade, examinando caso a caso.

Como vê a atual situação política que vive a Itália?

É um momento complicado. Existe um buraco entre o povo e aqueles que detêm o poder. Muitos deles, não foram eleitos por nós. Há uma expressão que diz que política é o show biz dos homens feios. O poder não está mais nas mãos dos políticos: eles são somente atores do espetáculo.

Você produziu o filme Miele, cuja diretora, Valeria Golino, é sua namorada. Como foi?

Vamos dizer que foi tudo bem (risos). Não pude dividir minhas aflições – o que é normal em um casal –, porque, como produtor, e ela sendo diretora, não podia colocá-la em uma situação tensa.

E como foi trabalhar com o Woody Allen em Para Roma Com Amor?

Muito bom e muito estranho ao mesmo tempo. Quando você tem Woody Allen na sua frente, falando do jeito que estamos acostumados a ver (imita o diretor), é engraçado. Foi uma ótima experiência.

Gosta de futebol? Qual sua expectativa para a Copa do Mundo?

Gostaria que a final fosse entre Brasil e Itália. Volto para assistir ao Mundial ao vivo. Pode escrever. /MARILIA NEUSTEIN

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