Informalidade marca jantar de Skaf para Bolsonaro e Guedes

Sonia Racy

13 de junho de 2019 | 00h55

PAULO SKAF

PAULO SKAF. FOTO: ALEX SILVA/ESTADÃO

Informal

A informalidade foi a marca do jantar com que Paulo Skaf recebeu em sua casa, anteontem, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, depois do evento à tarde, na Fiesp. Um dos presentes – cerca de 40 pessoas, quase nenhuma mulher – chegou a dizer que o empresariado vai investir cerca de R$ 200 bilhões na economia. De sua parte, o presidente pediu ajuda para construção de um clube militar na área do atual Campo de Marte.

Informal 2

Na mesa principal, onde também estavam Marcos Cintra, da Receita, e Henrique Meirelles, da Fazenda paulista, não se falou de Moro – exceto num breve comentário em que alguém comparou a OAB, que sugeriu seu afastamento, “a um departamento jurídico do PT”.

E não pesou o fato de, na Fiesp, Skaf ter passado longo tempo defendendo e elogiando o Sistema S, tendo ao seu lado Guedes, que tem planos de reformá-lo e encolhê-lo.

Celas calmas

Pessoas que estiveram próximas de Moro durante sua visita aos presídios de Manaus, na segunda-feira, dizem que ele se surpreendeu ao deparar com o clima calmo nas celas por onde passou – e até mesmo ao ver uma panificadora sendo inaugurada, ao lado de uma fábrica de chinelos já em atividades.

Sinal, segundo essas fontes, de que, embora a guerra entre facções no local esteja ainda por se resolver, a ideia de terceirização está dando frutos.

A ordem…

Advogados contrários à prisão em segunda instância estão de olho na ordem da pauta do STF. Segundo fontes da coluna, eles temem que a análise de casos concretos – por meio de habeas corpus – prejudique novamente as ações gerais sobre o tema.

Lembram o voto definidor de Rosa Weber no caso de Lula, em abril de 2018. A ministra deixou claro que só votaria a favor do ex-presidente – ou de qualquer réu – se a Corte revisasse antes o princípio geral. A decisão levou à prisão de mais de 150 mil pessoas, segundo a OAB.

…dos fatores

Mas o HC enviado ao plenário anteontem questiona justamente a legalidade das prisões antes do trânsito em julgado. E, como HCs com réus presos têm preferência, é possível que o caso concreto seja, mais uma vez, julgado antes das ações abstratas.

Pole position

Bruno Covas recebeu em seu gabinete para um café, anteontem, Chase Carey – que vem a ser o CEO da Fórmula 1.

Não demorou para alguém fazer a brincadeira: enquanto o Rio de Janeiro “vai a Mônaco para tentar transferir a prova para Deodoro”, SP recebe em casa “o cara que manda no destino da F-1”.

Tipo lá fora

No momento em que o incentivo à cultura é debatido no Brasil, um evento ocupa hoje, em Los Angeles, o Teatro CAA, para analisar o audiovisual nos EUA e por aqui. Com participação do diretor presidente da Ancine, Christian de Castro.

Voz às mulheres

Alunas do colégio NS das Graças, no Itaim, fizeram abaixo-assinado para que mais livros escritos por mulheres sejam incluídos na lista da Fuvest. No documento, já com 900 assinaturas, o coletivo “Eu não sou uma gracinha” afirma que, dos nove livros pedidos pela entidade para os próximos três anos de vestibular, apenas um é escrito por uma autora.

Que livros as meninas sugerem? Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, e Quarto de Despejo, de Maria Carolina de Jesus.

Leis mais notas na coluna:
+ ‘A aura de mito do ministro se desfez’, diz Reale Jr. sobre Moro
+ ‘Acompanhar mudanças culturais é um dever da família real’, diz dom João

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