Inácio Ribeiro, o xodó de Adele

Inácio Ribeiro, o xodó de Adele

Sonia Racy

14 de abril de 2012 | 01h01

Inácio Ribeiro e a mulher, a britânica Suzanne Clements, da grife Clements Ribeiro, deram rasante pelo País esta semana. Conhecidos por vestir artistas como a cantora Adele, ganharam, terça, jantar da Vogueorganizado por Alice Ferraz, na casa de Paula Martins. Entre um canapé e outro, o brasileiro falou à coluna.

Como suas criações chegaram até a cantora Adele?

No ano passado, a Vogue britânica convidou alguns estilistas para criar vestidos especiais para Adele – que é uma mulher grande. Fizemos três vestidos e enviamos para ela. No pacote foi também um bilhete nosso, em que confessávamos ser super fãs! Duas semanas depois, veio uma surpresa: Adele nos procurou. Adorou nossos vestidos, todos pretos.

É a cor preferida dela?

Sim, porque seu fetiche, na hora de se apresentar, é o Johnny Cash, famoso por só usar preto em seus shows.

É ela que escolhe o que veste?

O primeiro vestido, usado na gravação do DVD, ela pinçou da passarela. Depois, fizemos outros seis, mandamos os croquis, e Adele aprovou na hora.

Faz exigências antes?

Sabemos, hoje, que ela não gosta de mostrar o corpo, mesmo o busto, que é lindo.

Você acha ela vaidosa?

É muito simpática, é uma garota linda, com rosto de bebê. Durante o dia, usa jeans, camiseta e sapatilhas Chanel. Sem maquiagem nenhuma.

O que acha da ditadura da magreza que vivemos?

Hoje em dia, magreza não é só ideal de beleza, mas um símbolo de status, de riqueza. Porque, para a mulher se manter super magra, há um custo elevado. Acho positivo o fato de existir, no mundo pop, um sucesso como a Adele, que quebra todos os padrões.

Vocês vestem outras celebridades?

Sim, mas não é o foco da nossa marca.

Kate Middleton já usou alguma peça de vocês?

Ela tem um twin-set nosso bordado muito lindo.

Estudam em ter a marca aqui no Brasil?

Antes, quando vinha para cá, era para curtir a família, espalhada por Minas Gerais, trazer minhas crianças. Não para fazer negócios. Mas agora viemos estudar possibilidades. O País está vivendo um ótimo momento para o mercado de luxo./SOFIA PATSCH

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