Hugo Gloss: ‘Redes são sensíveis aos direitos de imagem’

Hugo Gloss: ‘Redes são sensíveis aos direitos de imagem’

Sonia Racy

30 Junho 2018 | 00h50

Foto: REUTERS/Michael Kooren

Hugo Gloss comemora 10 anos de carreira. Hoje, depois de ter começado com uma conta no Twitter, ele se tornou uma empresa de comunicação com 20 funcionários e tem 11,9 milhões de seguidores. À coluna ele contou, entre outras, sobre o episódio que tirou do ar, por cinco dias, sua conta do Instagram. E também como vê o futuro das redes sociais. Confira a conversa:

Seu perfil do Instagram ficou cinco dias fora do ar por problemas com direitos de imagem. Como foi isso?
Depois daquele incidente do Facebook em que o Mark Zuckerberg teve de se explicar no Senado americano pelo vazamento de informações, eles adotaram uma política mais restritiva, que atingiu também o Instagram. O que rola em muitos casos não passa, na verdade, de uma falha na comunicação.

Dê um exemplo dessa falha de comunicação?
A Universal Music me manda um vídeo, acompanhado de autorização deles para postar, mas a Universal Global não é informada e a empresa antipirataria terceirizada contratada por eles aponta meu perfil como inadequado. Recebo um processo. Isso é falha de comunicação.

Como esclareceu as coisas e fez seu perfil voltar ao ar?
Eu tinha todas as provas. E provei por A mais B que as denúncias eram improcedentes. Neste caso, uma agência de paparazzi reclamou de foto da Paris Hilton que a gente usou para um repost do perfil da própria Paris. A agência argumentou: “Ah, mas a Paris Hilton roubou essa foto.” Aí eu imaginei: ué, mas a foto é dela! Isso me fez ver que as redes sociais ainda estão muito sensíveis no que se refere a direitos autorais.

Como vê o futuro das redes? Vão perder força?
Já sobrevivi a algumas redes sociais (risos). Se você dissesse há alguns anos que o Orkut ia acabar, poderia dizer que isso jamais aconteceria – mas ele saiu do ar. Pode ser que venha uma próxima ou pode ser que as redes acompanhem esse movimento a que estamos assistindo hoje no mundo, onde todos estamos dando três passos pra trás em tudo. Não acho que vai acabar, mas talvez tenhamos que rever a forma como lidamos com elas.

 Você começou onde?
No Twitter, como anônimo, queria só escrever, só que as próprias novas redes me empurraram para aparecer.

Como foi sua transformação de jornalista que cobria celebridade em uma celebridade?
Quando comecei, via esse universo com olhos de deslumbre, de fã, de admiração. Hoje, que estou dentro do business e sei como ele gira, sei que não sou uma celebridade. Celebridade é a Beyoncé. /SOFIA PATSCH