‘Homem do Ano’ nos EUA, Armínio critica governo Dilma mas diz que ‘nem tudo está perdido’

‘Homem do Ano’ nos EUA, Armínio critica governo Dilma mas diz que ‘nem tudo está perdido’

Sonia Racy

17 de maio de 2016 | 22h05

 

FOTO SONIA RACY

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Em discurso de agradecimento, ao receber o título de Homem do Ano da Câmara de Comércio Brasil-EUA, na noite desta terça-feira, em Nova York, Armínio Fraga disse que Michel Temer “herda de Dilma Rousseff um sistema de crescimento quebrado e finanças públicas insustentáveis, entre outros problemas”, mas que “há terreno para recuperação”. Disse também que a nova equipe de governo “se mostra aberta e realista quanto aos desafios pela frente”. O ex-presidente do BC (acima, ao lado de sua mulher, Lucinda) foi homenageado no Waldorf Astoria com um jantar que reuniu, entre banqueiros e empresários, mais da metade do PIB brasileiro.

Na avaliação do ex-presidente do BC, Dilma deixou uma economia “ameaçada pela insolvência”. Em última análise, resumiu, “as crises econômica, política e moral (do Brasil) têm raízes comuns” e refletem “um mau funcionamento dos mecanismos de governança do Estado”. Os problemas brasileiros, prosseguiu, “derivam de uma excessiva fé na habilidade do governo de tomar conta de tudo e de todo mundo”. Referiu-se também à politica externa, que se tornou “vitima de fortes tendências ideológicas e partidárias” e que já é hora de voltar a uma política “que persiga o interesse nacional e torne a conectar o País com o que o mundo tem a oferecer de melhor”.

Por fim, o homenageado afirmou: “Não sei como uma nação pode realizar seu potencial sem uma cultura de esforço, mérito e confiança.” Chegar a isso não será facil, acrescentou, “mas nem tudo está perdido”. E como prova mencionou que instituições como “Polícia Federal, Judiciário, promotores, Congresso e imprensa livre estão fazendo sua parte”.