Haja saúde

Sonia Racy

06 Setembro 2015 | 00h37

Nas verbas que transfere às secretarias de saúde estaduais, o Ministério da Saúde passou a relacionar esses incentivos ao aumento de produção – leia-se: mais serviços médicos prestados –, uma prática que contraria suas próprias portarias.

Segundo David Uip, secretÁrio de Saúde de Alckmin, trata-se de forma esdrúxula para não reconhecer a necessidade de aumentar o teto de atendimento aos pacientes de média e alta complexidade do SUS. “Eles deixam de nos repassar, em média, R$ 35 milhões por mês”, calcula.
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Uip, inclusive, tem ofício do Ministério admitindo que o fato ocorreu entre 2013 e 2014. “Alegam que foi uma coisa pontual. Mas aí, eu pergunto: um ano é pontual?”

Por outro lado, o orçamento do Ministério da Saúde foi contingenciado em R$ 12,7 bilhões no começo do ano. Um aperto para lá de significativo