Há justificativa lógica para divulgar negociação entre BRF e Marfrig

Sonia Racy

01 de junho de 2019 | 00h45

ABILIO DINIZ

ABILIO DINIZ. FOTO: AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO

Governança

Quem buscou entender, ontem, a divulgação da negociação que está sendo costurada entre BRF e Marfrig encontrou justificativa lógica: a de dar total transparência a esse estagio preliminar das conversas “quando deve-se confirmar avaliações feitas por ambas as partes”, ponderou fonte para lá de balizada.

Em linguagem do mercado financeiro, trata-se de hedge consistente ao uso indevido de informações privilegiadas.

A vida…

É fato que, desde o início da gestão Tarpon/Abílio Diniz na BRF, foram feitos esforços para concentrar a produção da empresa no setor de aves – especialidade tanto da Sadia como da Perdigão. Tanto assim que plantas de bovinos foram vendidas, inclusive para a Marfrig.

Na outra mão, a Marfrig optou, há algum tempo, por se desfazer do setor de frangos – vendeu, entre outras, a Seara – para se concentrar em bois. A proposta agora é juntar tudo em uma só holding.

… como ela é

Pelo que se apurou, a razão pela qual a BRF optou pela operação é que a aquisição trará valor estratégico, deixando a empresa mais parecida com os grandes players globais. Com a vantagem da parceria feita com quem conhece a indústria.

Na outra mão, a intenção da Marfrig – cuja participação deve se resumir a algo como 15% do negócio – seria a de dar liquidez à sua participação acionaria.

Liberou?

Desde a primeira hora de seu governo, Trump vem focando em como impedir o que acredita ser uma “invasão de estrangeiros”, mesmo que bem intencionados, sonhando em trabalhar por lá.

Este cerco fechado não impediu que o brasileiro Paulo Octávio Pereira – ex-político e empresário – comprasse este ano apartamento na Park Avenue 520, em Manhattan… por US$ 16,3 milhões.

Liberou 2

PO, como é conhecido em Brasília, fez fortuna, principalmente por meio do setor imobiliário.

Acabou entrando na política pelas mãos de Collor e saiu dela depois de ter sido alvo da operação Caixa de Pandora, no fim de 2009. E da CPI da Codeplan, em 2010, aberta pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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