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Sonia Racy

07 de junho de 2012 | 01h01

Sucesso na TV, em Cheias de Charme, Bruno Mazzeo estreia novo filme dia 22. Baseado em peça do amigo Marcelo Rubens Paiva, E Aí, Comeu? é – garante o filho de Chico Anysio – uma declaração de amor às mulheres. Ele falou com a coluna, por telefone, saindo do restaurante de Claude Troisgros.

O filme aborda dilemas de homens e mulheres modernas. Por que esse tema?

Eu estava com um amigo no carnaval de Salvador, os dois recém-separados, quando surgiu o assunto: “Caraca, as mulheres estão muito independentes, e os homens não estão sabendo lidar com isso”. Aí, me lembrei da peça do Marcelo Rubens Paiva. Liguei para ele e comprei os direitos para fazer o filme.

É mais masculino?

É sobre relacionamento. O ponto de vista começa no homem, mas não é nada machista. Diz respeito à admiração do homem pela mulher – e a dependência também. O filme acaba sendo uma declaração de amor às mulheres.

O filme trata de três perfis de homens. Você se identifica com algum deles?

Com os três (risos). Acho que isso acontece com muita gente durante a vida. Um dia você é corno; no outro, pegador; no outro, leva um pé na bunda. São fases da vida (risos).

Existe limite para o humor?

Nenhuma arte deve ter limite. O que precisa haver é bom senso e responsabilidade para arcar com as consequências.

O deputado e pastor evangélico Marco Feliciano fez uma crítica à ambiguidade do título do filme, que pode confundir as crianças. O que acha disso?

Meu filho sabe que o filme existe e também que não poderá assisti-lo. Tem coisa que é para criança, tem coisa que não é.

Você prefere interpretar personagens do bem ou do mal?

Personagem do mal é sempre mais rico. Quando ele é mau, é mau mesmo.

E seu personagem favorito?

O personagem do Cilada.com eu gosto muito. Outro é o José Henrique, de Beleza Pura. Olha, eu visto a camisa de todos os meus personagens, me apaixono por eles.

Haverá um Cilada 2?

Sim, está previsto para 2014.

Seu pai, Chico Anysio, influenciou sua carreira?

Se não fosse filho dele, talvez nem tivesse seguido por esse caminho. Ele fez com que eu me apaixonasse pelo ofício, me fez entender que o humor é um trabalho. E que você não precisa ser o engraçadinho da turma só porque é humorista. Para mim, fazer piada é fazer uma coisa matemática. /SOFIA PATSCH

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