Guerra nos presídios é para ocupar o espaço das Farc, diz professor

Sonia Racy

19 Janeiro 2017 | 00h35

Quem quiser entender o porquê da súbita e violenta guerra entre facções no Brasil pode começar com as Farc e o vazio que elas deixaram no narcotráfico, ao assinar o acordo de paz na Colômbia.

A avaliação é de Paulo de Tarso dos Santos, da Unicamp. Estudioso do PCC e das vida penitenciária no País, o professor, aposentado, vem investigando há tempos o que chama de “geopolítica da droga no continente”. Cautelosamente, ele prefere chamar a análise do fenômeno de “uma hipótese a se investigar”.

Guerra nos presídios 2

“As Farc tinham uma presença dominante e decisiva nesse mercado e sua saída acarreta muitas mudanças”, diz o cientista político. “Não foi por acaso que os embates, até aqui, ocorreram justamente em Manaus, Boa Vista e Natal” – áreas que estão “no caminho” das rotas de distribuição da droga colombiana.

“É uma briga por pontos estratégicos. Cada grupo sabe que, se não tomar a conexão, o outro toma.”

Retas e curvas

Quase 80% dos entrevistados do Instituto de Relações Governamentais acreditam que a profissão na área de relações governamentais é legitima. Nesta primeira fase do levantamento, feito com 71 presidentes e diretores das maiores empresas do Brasil, só 28% apontaram a prática como ética.

Vários desses entrevistados disseram que é preciso distinguir aqueles profissionais dos lobistas corruptos.

Paulinho agora vai brigar pelo IR
 

Depois de brigar com a reforma da Previdência, Paulinho da Força arrumou outro foco: foi até Temer, anteontem, para pedir correção nas tabelas do Imposto de Renda.

Crise em Davos?

Antigos frequentadores do Fórum de Davos notam que número de participantes cresceu – é difícil achar um lugar para sentar – e os comes e bebes… diminuíram.