Grand finale!

Grand finale!

Sonia Racy

05 de março de 2014 | 01h00

Foto: Vera Donato

“-Todo protesto é válido. Mas, se não tiver Copa, é melhor fechar o País. Esse evento foi combinado há sete anos.” A frase enfática foi a resposta de Andrés Sanchezà pergunta da coluna sobre como encarava as manifestações que entoam o slogan “não vai ter Copa”.

O ex-presidente do Corinthians cumprimentava amigos e colegas no camarote 05da Brahma – que homenageou o futebol – anteontem, no segundo dia de desfiles na Marquês de Sapucaí. E fazia parte da turma de convidados com identificação na camiseta que dava acesso à área VIP do camarote dos VIPs.

Indagado também sobre o “padrão Fifa” – que virou mote nos cartazes pelo Brasil –, afirmou: “O Corinthians nunca teve padrão. Está construindo seu estádio e vai cumprir o que assinou”.

O ex-diretor de seleções da CBF ainda comentou a violência nos estádios e se disse contrário à proibição das torcidas organizadas: “Todas as associações têm direito de sobreviver. A violência é um reflexo da sociedade. Morre mais gente no trânsito do que nos estádios”.

Quem também defende a permanência das organizadas é o ex-jogador Edmundo: “Elas têm papel importante no jogo, para levantar o time. O problema é que o Brasil não pune os baderneiros”. Sobre a Copa, o célebre “Animal” relatou sua experiência quando foi à África do Sul: “Lá também não teve legado e estava tudo atrasado, mas todos foram bem recebidos. Isso os brasileiros também deveriam fazer”, disse.

O ex-atacante, atual comentarista da Band, afirmou também que não descarta disputar um cargo político no futuro: “Acho que precisa ter gente mais do bem na política. E eu me considero do bem. Vim da favela, sei como essas comunidades precisam de atenção”, concluiu.

O camarote da Brahma chamou a atenção pela superlotação. Houve momentos em que os seguranças tiveram de fazer um cordão humano nas escadas, para organizar a passagem.

“Estou morta”, dizia Fernanda Lima, do outro lado da avenida, na Devassa, com copo de cerveja na mão. O cansaço, estampado no rosto e no salto baixo, tinha motivo: a cerimônia do Oscar. Horas antes, a apresentadora havia comandado o especial da Globo Tapete Vermelho do Oscar. Por causa do desfile das escolas de samba, a emissora optou por não transmitir a premiação ao vivo e marcou o programa para anteontem.

Gostou do resultado? “Muito. Estava torcendo por 12 Anos de Escravidão”, contou a bela.

Depois da polêmica em torno do convite para apresentar o sorteio da Copa – Fernanda também comandou a Bola de Ouro –, todos queriam saber qual será seu papel durante o Mundial no Brasil: “Não fui convidada para nada por enquanto”.

O marido, Rodrigo Hilbert, no entanto, já tomou uma decisão: “Quero estar bem longe do Rio. Não estou a fim de multidão, não”. Está do lado das manifestações ou da torcida pela Copa? “Torço para que dê tudo certo e que o Brasil seja campeão.” Na frisa do camarote, bem perto da avenida, o casal era constantemente interrompido para tirar fotos enquanto assistia aos desfiles. Fernanda teve até de atacar de fotógrafa, quando as funcionárias do espaço tietaram Hilbert. “Ela é uma simpatia. Parece uma pessoa normal, como a gente”, disse uma delas.

A moça foi surpreendida com um presente no meio da noite. Ganhou brincos inspirados na pin-up da Devassa – o mesmo usado por Grazi Massafera. As joias, assinadas por Eleonora Hsiung, fazem parte de uma coleção especialmente criada para celebrar o carnaval.

Musa do camarote, Grazi teve participação um pouco mais discreta do que na noite anterior – quando desceu à Sapucaí. Passou todo o tempo no cercadinho VIP, com amigos, no terceiro andar do espaço.

Recém-separado de Monica Bellucci, Vincent Cassel circulava com um grupo de amigos. Copo de cerveja na mão, o ator dizia não saber se estará no País durante a Copa. “Estou do lado das manifestações, porque as coisas precisam mesmo melhorar. Mas, no fim das contas, vou acabar torcendo para que o Brasil vença.”

Na porta do camarote do prefeito Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB ao governo do Rio, fez a alegria de um grupo de promoters de uma marca de desodorante. As meninas formaram uma roda em torno do vice de Sérgio Cabral – de chapéu Panamá – e posaram para fotos. Sua mulher, Maria Lúcia Horta, observava a cena de canto./MARILIA NEUSTEIN E THAIS ARBEX

Foto: Ricardo Gama

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