Giovanni Bianco: ‘O primeiro curta a gente nunca esquece’

Giovanni Bianco: ‘O primeiro curta a gente nunca esquece’

Sonia Racy

27 Dezembro 2017 | 00h30

GIOVANI BIANCO. FOTO SILVANA GARZARO / ESTADÃO 


Giovanni Bianco
tem dois sonhos na vida – ser carnavalesco e diretor de cinema. O segundo, ele acaba de realizar com o curta Oitavo, que produziu para a carioca Animale. O vídeo já está nas redes sociais. Nele, o diretor criativo internacional, sediado em NY, dirigiu as atrizes Juliana Paes, Bruna Marquezine, Mariana Ximenes, Sabrina Sato, Carolina Dieckmann, Alinne Moraes e Luisa Arraes. Na história, as ‘belas’ disputam um vestido de festa preto, que no fim do roteiro acaba nas mãos da cantora Pabllo Vittar. Giovanni contou como foi a experiência – que pretende repetir – na conversa a seguir.

Você vê esse primeiro curta como aquecimento para entrar no mundo do cinema?
Sonho antigo, né? Já que ser carnavalesco está sendo complicado, estou sonhando com a tela grande. Mas, se não rolar, vai mesmo novela mexicana (risos). Mas estou feliz com o resultado do filme. O primeiro a gente nunca esquece!

Então dirigir filmes sempre foi algo com que sonhou?
Sempre. A vida é um filme para mim. Vivo sonhando acordado, tudo é movimento na minha cabeça, amo história, amo chorar, rir e me emocionar. Por isso eu vejo tudo: filme, seriado e, principalmente, as novelas brasileiras. Saudade da Bibi (perigosa)!

Já tem algum projeto que possa nos adiantar?
Projeto na minha cabeça tenho todos os dias. O problema é o poder de realização, nem tudo vira realidade. Mas sigo sempre tentando.

O que difere dirigir um curta de dirigir um clipe?
Para mim é tudo igual, é um trabalho, o que muda é a narrativa, o tal do texto, com o qual estou aprendendo a lidar. Pois a imagem eu já domino.

Você é um diretor conhecido e respeitado tanto no Brasil quanto lá fora. Trabalhou com personalidades como Madonna, Fergie, Ivete Sangalo e Anitta. Como sua carreira trilhou este rumo?
Nunca pensei ou coloquei isso como meta na minha vida, pois meu trabalho é maior do que isso, essa parte é a mais florida do meu business. Sonho mesmo eu tive de trabalhar um dia com a Madonna, isso rolou. E outro era trabalhar com a Maria Bethânia, isso não rolou. Essa é a vida. Porém rolou Marisa (meu grande amor) Ivete, Rihanna, Nick Minaj, Fergie… E que venham mais.

Depois que a Anitta começou a trabalhar com você, a carreira da cantora deslanchou. Conte um pouco sobre essa parceria de sucesso que vocês firmaram.
Anitta foi um presente que recebi, foi um belo encontro. Não acho que a carreira dela deslanchou graças a mim, mas pelo seu talento. Apenas vi elementos que não tinham sido colocados na mesa. Sim, essa foi a minha ajuda, mostrar para ela e para todos os preconceituosos que ela tinha muita luz e talento. O resto esta aí e já está sendo visto, uma menina abraçando o mundo.

Que dica você pode dar para quem quer ter sucesso no showbiz hoje, com as redes sociais?
Se você não ficar louco já é um lucro. O importante é ter realmente um trabalho para mostrar, bom ou ruim, precisa ter algo, senão nada disso vai colar.

Pode contar alguma curiosidade sobre algum trabalho que o marcou?
Os raros trabalhos dos quais eu consigo não sair destruído – essa é uma curiosidade. Sou da velha escola, me entrego demais e me acabo em cada projeto. Não consigo não ser generoso. Não sou uma máquina ainda, uso o meu coração. Felizmente, ou talvez infelizmente, pois meu corpo sente.